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Pesquisadores encontram novos macacos na Amazônia

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 1 min

Na semana passada, foi divulgado que os primatologistas (cientistas que estudam os primatas - macacos) Marc van Roosmalen, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), seu filho Tomas van Roosmalen e Russell Mittermeier, presidente da Conservation International (CI) e do Grupo Especialista em Primatas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) - quanta entidade envolvida - encontraram mais duas espécies de macacos.

Apesar do ser humano já ter desenvolvido pesquisas em quase todos os cantos da Terra, ainda é possível conhecer novas espécies. Com essa descoberta, agora o Brasil é o país de maior biodiversidade (local onde há grande variedade de espécies de plantas ou animais) em primatas do mundo. No total, já foram catalogadas 95 espécies e podem existir outras.

Um exemplo interessante ocorreu em 1999, em Sergipe, quando catalogaram uma nova espécie de sagüi. “Todo mundo estava cansado de ver aquela espécie ali, mas ninguém tinha se dado conta de que se tratava de uma espécie não descrita”, explica o pesquisador Anthony Rylands, em entrevista para a Agência Estado.

Os novos macacos catalogados pertencem a um gênero conhecido vulgarmente como sauá. São animais de hábitos diurnos e vivem no alto das árvores. Apesar de possuir uma longa cauda, ela não é usada para se pendurar nas árvores. Eles pesam entre 1 e 1,5 quilo e uma delas foi levada ao centro de pesquisa por pescadores.

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