Yokohama - Além da falha no primeiro gol, que permitiu que Ronaldo colocasse o Brasil em vantagem na final, o goleiro Oliver Kahn encontrou mais uma explicação para a derrota da Alemanha: a presença do árbitro Pierluigi Collina, o melhor do mundo segundo a Fifa.
Não que Collina tenha interferido no resultado. O problema, segundo Kahn, é que ele não traz boa sorte para a sua equipe. Foi assim na final da Copa dos Campeões da Europa, em 1999. O time de Kahn, o Bayern de Munique, ganhava por 1 a 0 até os 45min do segundo tempo, mas permitiu que o Manchester United fizesse dois gols nos acréscimos e ficasse com o título. Collina era o árbitro.
No ano passado, nas Eliminatórias para a Copa, a Alemanha perdeu por 5 a 1 para a Inglaterra, em Munique, numa de suas piores derrotas na história. Collina, mais uma vez, apitou o jogo. “Collina é um juiz de muita classe, não há dúvida disso. Mas também ficou claro que ele não dá sorte para a Alemanhaâ€, afirmou Kahn.
“Com ele em campo, perdemos uma final da Copa dos Campeões e sofremos uma derrota humilhante para a Inglaterra. Foram três momentos de azar. Quem sabe ele nos trará sorte na próxima vezâ€, ironizou Kahn.
Apesar da derrota, Kahn ficou satisfeito com o desempenho da Alemanha, que vinha de fracassos em competições anteriores. Na Copa de 1998, a Alemanha foi eliminada pela Croácia nas quartas-de-final; dois anos depois, o time foi eliminado na primeira fase da Eurocopa.
“Não vamos deixar que um gol por falta de sorte destrua as nossas memórias nesta Copa. Nós colocamos o futebol alemão de volta ao lugar que ele merece. Isso é muito importante, porque em quatro anos faremos uma Copa dentro de casaâ€, disse o goleiro.