Yokohama - O goleiro Marcos foi um dos titulares mais contestados entre os 11 preferidos de Luiz Felipe Scolari. Apesar de sua qualidade, muitos consideravam os reservas Rogério Ceni e Dida mais capacitados para vestir a camisa 1 do Brasil.
Mesmo com tanta rejeição, o jogador foi um dos grandes responsáveis pela boa campanha brasileira na Copa. Fez boas defesas, como nas oitavas-de-final contra a Bélgica e na semifinal contra a Turquia.
Na grande decisão, contra a Alemanha, ele voltou a ser fundamental. No segundo tempo, fez duas defesas que salvaram a seleção. Na primeira, quando a partida ainda estava empatada, o goleiro desviou uma falta de Neuville que ia entrando. Na segunda, defendeu um chute à queima-roupa de Bierhoff.
Nas partidas da primeira fase do Mundial, no entanto, o goleiro esteve nervoso. Errou em algumas saídas de bola e rebateu algumas bolas fáceis. Contra a Costa Rica, fez sua pior partida na competição, inclusive falhando no segundo gol.
Homem de confiança de Scolari, no ano passado Marcos passou por uma fase ruim e sua condição de principal goleiro da seleção foi questionada. Rogério Ceni vivia uma grande fase e a simples menção de que sua posição estava ameaçada irritava o goleiro titular da seleção - chegou a ficar algumas semanas sem falar com a imprensa.
Ascensão
Marcos começou a se destacar na passagem de Scolari pelo Parque Antártica. Ganhou a posição de titular em 1999, durante a campanha vitoriosa na Taça Libertadores da América. Suas maiores qualidades são o reflexo, a flexibilidade e a saída de bola pelo chão. As bolas altas cruzadas na área, no entanto, são o maior defeito.
Na seleção, Marcos nunca foi o preferido de outros técnicos. Em 1999, jogou pela primeira vez, com Zagallo, porque Carlos Germano se contundiu pouco antes da Copa América. Com Vanderlei Luxemburgo, foi reserva de Rogério Ceni e Dida. Com Émerson Leão, que comandou a seleção por poucos meses, o palmeirense era reserva do são-paulino.