Piratininga - O juiz Luiz Roberto Fink Júnior, de Piratininga, decretou a interdição da cadeia da cidade, que na última sexta-feira abrigava 50 detentos. O prédio está com a estrutura comprometida e o laudo técnico solicitado pela Justiça recomenda a demolição.
Para cumprir a determinação judicial, a Polícia Civil precisa transferir os presos. O delegado seccional, Antônio Ângelo Ciocca, reconhece a situação precária do prédio, mas adianta que não será fácil obter vagas para as remoções já que as cadeias das demais cidades da área da Delegacia Seccional estão lotadas.
A saída, afirma, é transferir os presos provisórios (que aguardam sentença) para as cadeias de oito cidades da região e enviar os condenados (já sentenciados) para presídios “Vamos ter que distribuir dois ou três presos provisórios por cadeia da região e conseguir vagas para os condenados em presídiosâ€, diz.
O pedido de interdição da cadeia foi feito pelo juiz que, em correições, constatou que o prédio estava em condições precárias. “O prédio está com a estrutura comprometida e laudo aponta que é caso de demolição, não há como fazer consertosâ€, conta.
Fink Júnior que não fixou data para que a cadeia esteja vazia porque é preciso um certo tempo para a Delegacia Seccional conseguir vagas e remover os presos. Porém, a determinação é para que a desocupação seja feita o mais rápido possível.
A maioria dos presos abrigados na cadeia de Piratininga é de Bauru. Em alguns períodos, a população carcerária importada de Bauru chega a 90%. Pessoas presas em Bauru são removidas para a cidade vizinha, porque a cadeia desta primeira cidade vive superlotada há anos.
Dos 50 presos abrigados na sexta-feira, 27 já foram sentenciados e, portanto, podem ser transferidos para presídios. Os demais serão removidos para cadeias da região, o que poderá agravar a superlotação das unidades. “Esse problema de superlotação será resolvido só quando o CDP (Centro de Detenção Provisória) começar a funcionarâ€, ressalta Ciocca.
O CDP, cujas obras estão em andamento, terá 768 vagas. O prédio, que deve ser entregue no final do ano, vai abrigar somente detentos provisórios. Podem receber presos de Piratininga as cadeias de Agudos, Avaí, Cabrália Paulista, Duartina, Lençóis Paulista, Pederneiras, Pirajuí e Reginópolis.