A notícia do aumento da gasolina e do diesel, veiculada no último fim de semana, e das tarifas de pedágio, em vigor desde ontem, foram mal recebidas pelos motoristas - os maiores prejudicados. Sem saber para quem reclamar, alguns deles mostram-se conformados com a situação.
Em alguns postos da região, o valor do diesel já foi reajustado, em média 8%. A gasolina ainda resiste, até a próxima entrega das distribuidoras, prevista para esta semana, segundo informou donos de postos. O valor do reajuste da gasolina ainda não foi definido. Segundo os proprietários, vai depender da reação da concorrência. Quando o primeiro aumentar o valor do combustível, deverá haver um reajuste generalizado. A Petrobras acenou ontem com a possibilidade de reajustes semanais.
Enquanto isso, o pedágio da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, no trecho Bauru-Jaú, foi reajustado em 11% e, desde ontem, passou de R$ 3,60 para R$ 4,00, nos dois sentidos. Por ser pista simples, os pedágios do trecho entre Jaú e Itirapina continuam os mesmos - R$ 4,00 no sentido Jaú-Itirapina e R$ 3,60 no sentido contrário. O pedágio das rodovias administradas pelo governo do Estado também não foi reajustado.
O eletricista Nélson Camargo, 46 anos, lamentou o reajuste do pedágio da Bauru-Jaú, mas não mostrou muito ânimo com seu protesto. “O valor do pedágio é um absurdo, mas já estou acostumado com isso. Nós não temos aonde reclamar. Vai fazer o quê? Tem que pagarâ€, afirmou ele, misturando indignação e conformismo.
A auxiliar administrativa Elenice Figueiredo Góes, 30 anos, também criticou o aumento da tarifa, mas ela não encara a despesa como sendo de toda ruim. “Para nós (motoristas) é duro ter de pagar R$ 8,00 por uma viagem curta, até Jaú. Mas ao mesmo tempo é necessário, para se ter o mínimo de segurançaâ€, declarou ela.
Para o caminhoneiro Wilson Chemuda, 46 anos, os constantes reajustes dos pedágios encarecem o serviço de transporte rodoviário. Na opinião dele, as empresas com muitos caminhões acabam sendo as mais prejudicadas. “Vai chegar uma hora que as empresas não vão mais agüentar a despesa. E como a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, os funcionários acabam pagando pelo prejuízoâ€, analisou ele.
De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Bauru e região (Sindbru), Gilberto de Jesus Moreira, não há nenhuma manifestação contra os recentes reajustes programada para os próximos dias.
O sindicato representa cerca de 120 empresas de transportes, distribuídas em 60 cidades da região.