Em meio a conflitos internos, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) de São Paulo elege hoje seu presidente. As regionais do Crea de todo o País também escolhem seus representantes máximos hoje. Cerca de 190 mil profissionais têm direito a voto no Estado.
As eleições também definem o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) e conselheiros regionais para representar cada Estado no Conselho Federal.
Em Bauru, 1.350 profissionais poderão votar, das 9h às 20h, em urnas instaladas na sede da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos (Assenag) e no prédio da Telefonica, localizado na esquina da rua Araújo Leite com a avenida Duque de Caxias.
Na eleição do Crea-SP disputam três candidatos: o atual presidente da entidade, José Eduardo de Paula Alonso; o candidato da oposição, Murilo Celso de Campos Pinheiro, e José Tadeu da Silva.
A candidatura do atual presidente foi impugnada pelo Confea, órgão máximo da categoria, no início do mês passado. Segundo Paulo Grava, dirigente do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) em Bauru, Alonso teria conseguido manter sua candidatura através de uma liminar expedida pela Justiça comum.
De acordo com Grava, o sindicato também estaria “envergonhado†com a forma de votação em São Paulo: as antigas urnas de lona. Segundo o sindicalista, em todo o País a votação será feita em urnas eletrônicas.
Além disso, o Crea-SP teria impugnado cerca de 100 urnas extras, que serviriam para facilitar a votação de profissionais que moram ou trabalham longe dos locais de votação. De acordo com Grava, nas últimas eleições o presidente teria vencido com três mil de 190 mil votos possíveis.
Para este ano, a expectativa é de que 30 mil engenheiros, arquitetos e agrônomos compareçam às urnas, segundo informa Paulo Grava.