Economia & Negócios

ECCB mantém apenas um empregado

Da Redação
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Quase 45 dias após o fim das atividades da Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB), substituída pela Grande Bauru no sistema de transporte coletivo urbano da cidade, cerca de 250 ex-funcionários da empresa continuam desempregados. No momento, a ECCB permance aberta mantendo apenas um funcionário.

De um total de 747 trabalhadores que estavam na empresa em seu último dia de atividade - 19 de maio -, cerca de 700 têm valores rescisórios a receber. O restante trabalha na Empresa Circular Cidade de Pederneiras (ECCP), que presta serviços de transporte na referida cidade.

Em Bauru, a ECCB tem em seu atual quadro de funcionários apenas uma pessoa, que é responsável pelo setor de recursos humanos, segundo informações do advogado da empresa, Fábio José de Souza. Ela estaria auxiliando na elaboração de procedimentos legais ainda pendentes junto aos ex-funcionários.

A frota da ECCB, pouco mais de 120 ônibus quando em atividade, tem destino indefinido. “Uma parte da frota está financiada e tem garantia com bancos”, afirma Souza. Segundo o advogado, por volta de 15 estariam quitados, mas seriam muito antigos.

A reportagem do JC apurou, no entanto, que a garagem da ECCB, na avenida Aureliano Cardia, está com 25 ônibus, aparentemente antigos. O acesso ao pátio interno não foi mais autorizado, mas outro antigo estacionamento dos veículos, na rua Francisco Vidrih, próximo à rodovia Marechal Rondon, está tomado pelo mato.

Após essa constatação, o advogado da ECCB não foi encontrado para comentar o fato. Ele é a única pessoa autorizada a falar sobre a empresa.

Dívida

Para pagar a dívida com os trabalhadores que tiveram contrato rescindido, o advogado acredita que a garagem da ECCB, por sua estrutura, poderia ser uma fonte de capital.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Bauru (Sindtran), a ECCB deve entre R$ 3,5 milhões e R$ 4 milhões aos trabalhadores. Os valores seriam referentes a férias vencidas, 13º proporcional, aviso prévio e FGTS, que, segundo o Sindtran, ficou sem depósito de outubro de 1996 a março de 2000.

Quanto ao FGTS, o advogado da empresa divulgou nota à imprensa, na semana passada, informando que as competências em questão estavam, de fato, atrasadas. No entanto, esses valores estavam sendo compensados em parcelas mensais, junto com o depósito do FGTS do mês corrente. O Sindtran confirma o pagamento parcial.

Apesar do montante da dívida estimado pelo sindicato, Souza afirma não saber quanto a ECCB tem de pagar aos cerca de 700 ex-funcionários - o valor total ainda estaria sendo levantado por um contabilista. Para o advogado, a prioridade é acertar as contas dos trabalhadores.

“A parte dos trabalhadores nós procuramos acompanhar da forma mais próxima e rápida possível”, garante Souza. Até o momento, foram liberados parte do FGTS e guias de habilitação para o seguro-desemprego.

Além das questões rescisórias, a ECCB ainda teria pendentes dívidas com bancos e fornecedores de peças. “Está sendo estudado o que será feito com a dívida de bancos, se continuará sendo paga, se não será paga”, informa o advogado.

Souza afirma que os ex-funcionários não sairão no prejuízo, mas adianta que haverá atrasos nos pagamentos. “Estamos vendo a questão desse levantamento (contábil) para decidir o que poderíamos negociar com o Sindtran”, observa.

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