Política

TCE rejeita contas de 2000 da Cohab

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) rejeitou as ações administrativas e despesas da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) no ano de 2000, já no governo Nilson Costa (PPS). O conselheiro relator do processo, Fúlvio Julião Biazzi, apontou uma série de irregularidades sem saneamento na companhia. A direção da companhia sequer apresentou defesa contra o relatório.

As contas do exercício de 2000 foram auditadas pela regional de Araras do TCE. Na inspeção foram levantadas irregularidades e repetidas notificações identificadas anteriormente e sem solução. O TCE aponta a falta de atualização das conciliações bancárias, irregularidades no depósito e guarda dos materiais em estoque e intensa deterioração do patrimônio líquido.

No capítulo da situação financeira, o órgão fiscalizador menciona que os índices obtidos demonstram crescente queda da liquidez a curto prazo na companhia. A Cohab-Bauru apresenta sucessivos déficits operacionais mensais mas, entretanto, não reduziu suas despesas em valor suficiente para não continuar aumentando os prejuízos nos últimos meses. A direção da companhia vem realizando o saneamento com medidas que incluem redução no quadro de pessoal, mas ainda não conseguiu resolver os problemas.

O TCE ainda verificou irregularidade em contrato, com prestação de serviços de arrecadação por instituições financeiras e pendência contratual com escritório de advocacia. A ocupação de cargos de confiança está em desacordo com as normas pois o número de nomeações excedeu ao quadro disponível na época. O órgão também verificou a cessão irregular de funcionários para diversos órgãos públicos com ônus para a companhia.

A Cohab ainda deixou de elaborar o orçamento para o exercício de 2000 e não atendeu às recomendações apontadas pelo tribunal em auditoria anterior. “As análises desenvolvidas neste processo concluíram no sentido de que as contas apresentadas pela companhia de Bauru do exercício em exame restaram maculadas”, conclui o relator do processo no TCE, Fúlvio Julião.

O relatório cita diretores da companhia durante o exercício analisado, como Arialdo Mercadante, ex-presidente; Constante Mogioni, presidente; e os diretores Eduardo Rangel Veloso Almeida, Walter Costa, e José Carlos Dias da Silva. Cada um será chamado a responder por itens lançados no relatório.

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