Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Férias

A Ford confirmou que dará férias coletivas a 1,5 mil trabalhadores da linha de produção dos automóveis Fiesta, Ka e Courier, na fábrica de São Bernardo, entre 29 de julho e 7 de agosto. A montadora informou que buscará ajustar os estoques na fábrica e nos revendedores à medida da velocidade das vendas, que diminuiu nos últimos meses. A unidade de São Bernardo emprega 4,5 mil funcionários. Metade da produção atende a países da América Latina, principalmente México e Venezuela.

• Anfavea

Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), de janeiro a maio deste ano as vendas internas no atacado caíram 17,3% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto que as vendas internas no varejo tiveram retração de 13,1% no mesmo período. O desaquecimento das vendas também provocou mudanças em outras montadoras.

• Folga

A Volkswagen dará uma folga aos 15 mil funcionários da unidade Anchieta, também em São Bernardo, entre os dias 4 e 9 de julho. No mês passado, a Fiat antecipou as férias de mil trabalhadores da fábrica de Betim, em Minas Gerais. Já a General Motors (GM) anunciou a abertura de um Plano de Demissão Voluntária (PDV) na fábrica instalada em São José dos Campos, no Interior de São Paulo.

• Milhões de dólares

A Petrobras investirá US$ 140 milhões em suas atuais operações na Argentina até 2005 e também está disposta a comprar, a curto prazo, empresas no país vizinho. O presidente da estatal, Franscisco Gros, disse que a companhia está interessada em estudar novos investimentos na Argentina, já que o projeto estratégico para aquele país é de longo prazo.

• Projeção

Segundo Gros, até o final deste ano, a Petrobras aplicará US$ 43 milhões em programas como introdução da marca brasileira na rede de 698 postos de serviço da bandeira local Eg3, comprados no final de 2001 da concorrente Repsol-YPF. Também pode ser confirmada a aquisição da Petrolera Santa Fe, com a qual a empresa pretende estrear no segmento de prospecção de gás e petróleo em território argentino.

• Bom negócio

Uma grande corretora de valores realizou estudo no qual avalia que o Grupo Pão de Açúcar fez uma boa aquisição ao comprar as 60 lojas da rede Sé Supermercados, que pertenciam ao grupo Jeronimo Martins. Para os executivos da companhia, com a compra o grupo teria aliado, em uma mesma cartada, sua estratégia de crescimento e um movimento defensivo, na medida em que impediu a entrada de algum grande concorrente em sua principal área de atuação, que é São Paulo - o maior mercado varejista do País.

• Ranking

Com a compra, a Companhia Brasileira de Distribuição, proprietária do Pão de Açúcar, deve ir para o primeiro lugar no ranking do setor, ultrapassando o Carrefour. O relatório da corretora se refere ao fato da maioria das lojas adquiridas se encaixar no formato de “lojas de vizinhança”, que têm maiores taxas de crescimento. A companhia acredita que o Pão de Açúcar pagou um preço baixo pela compra.

• Juros

O relatório “Cenários, Economia e Finanças” do Lloyds TSB afirma que, a partir da mudança na meta de inflação, agora seriam crescentes as chances de que a taxa de juros caia mais ao longo do tempo, viabilizando um crescimento econômico maior e gerando um impacto fiscal positivo, afirma o Lloyds TSB. Para o banco, isso deve ser possível já que o Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou a meta de inflação para 2003 e estabeleceu o intervalo para 2004.

• Meta

O ponto central da meta do próximo ano passou de 3,25% para 4% e a margem de variação passa a ser de 2,5 pontos percentuais (antes era de dois pontos) para cima ou para baixo, afirma o banco. Para os analistas, não há perda de credibilidade na administração da política monetária. A perda poderia vir se o Banco Central (BC) fosse incapaz de atingir por anos consecutivos as metas anteriormente estabelecidas, segundo consta no relatório.

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