O processo de seleção de vendedores ambulantes, por pontuação, visa regularizar a atividade em Bauru, de acordo com a lei municipal 4.634, de 5 de fevereiro do ano passado. Maria Helena Rigitano, titular da Seplan, avisa que apenas os camelôs classificados para os pontos poderão trabalhar. “Vamos fiscalizar, fazer valer a leiâ€, diz.
A seleção vale para todos os que praticam comércio em área pública, seja calçada ou praça - exceto bancas de jornais. Na área central, serão 120 pontos disponibilizados em calçadas e 42 em ruas (próximo à sarjeta). Nessa região, trabalham cerca de 250 ambulantes atualmente, segundo Mário Augusto dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Economia Informal de Bauru (Sinteib).
Santos defende a legalização da atividade através da seleção dos ambulantes, conforme prevê a lei, e pede que todos os inscritos entreguem o atestado de antecedentes criminais. â€œÉ um absurdo não entregar o documento. A legalização só ajudará os permissionários porque evitará a ação de pára-quedistas, que só montam a barraca em épocas de boas vendas, como o Natal, e que uma pessoa tenha mais de um pontoâ€, frisa.
O sindicalista acredita que parte dos ambulantes não acredita que a lei será aplicada e que aqueles sem alvará não poderão trabalhar. “Percorrendo as bancas temos ouvido dizer que isso é coisa de época de política, que não vai valer de fato. Mas não é isso. Lutamos por quase dez anos para termos uma lei para regulamentar a atividade e agora que temos parte da categoria não ajuda nessa regulamentaçãoâ€, reclama.