O atual governo tem praticamente as mesmas deficiências dos inúmeros outros anteriores, que sacrificaram o povo durante várias décadas, mas foi o único que conseguiu acabar com uma inflação, progressivamente galopante que desafiou, como um mito, governo após governo. Ninguém acreditava que uma inflação de 84% (oficial) que punha a risco até quem estivesse bem de vida, caisse por um encanto, a décimos. Além disso, não o fez só à custa do assalariado como procederam seus antecessores, que tentaram e fracassaram. Por sua vez, estagnando o salário, obrigou o consumidor a “boicotar†o comércio, evitando a compra de supérfluo, estimulada por ilusórios aumentos de salário, embora sempre menores que a inflação. Aquela altura, o único modo de evitar o abuso de preços foi refrear a compra.
Com a conseqüente queda brusca das vendas, o comércio e a indústria desta vez “debutaramâ€, passando também a pagar o ônus da luta contra a inflação, cruz que sempre foi carregada só pelos assalariados. Foram obrigados a abandonar as célebres remarcações constantes (até diárias), num bendito adeus àquele malfadado repasse antecipado da inflação ao preço, que reduzia cada vez mais o poder aquisitivo. Com obrigações a cumprir e a venda reduzida, a alternativa foi baixar o preço da oferta para atrair a demanda. Daí surgir então, a maior aliada do consumidor: A Concorrência!
O governo de FHC está aquém das necessidades, principalmente quanto à segurança, face a alta indulgência que os bandidos desfrutam (pela própria lei) mas será uma iniqüidade negar que a comida, o vestuário popular e o aluguel (baixa de 60%), jamais estiveram tão acessíveis. O perigo agora é retrocedermos, entregando o Brasil àqueles que adquiriram notoriedade combatendo ferrenhos inimigos faccionários, mas que agora sem pejo, se unem a eles num contrastante posicionamento ideológico, sabendo que o preço desse apoio anômalo será pago com o rateio dos principais postos de administração. Tais pseudos baluartes, com votação garantida para se elegerem Senador ou Deputado, já poderiam estar trabalhando para o Brasil há algumas décadas, mas só querem ser Governador ou Presidente. Assim, é preferível uma moeda estável na mão do que um milhão voando! Quem tem algum bem obtido honestamente que o diga! (Hélio de Souza - OAB 19.779)