Polícia

Casal procurado pela Interpol ficará preso até o julgamento

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O casal Ruth Vacite, 62 anos, e Osvaldo Vacite, 65 anos, que era procurado pela Interpol (polícia internacional) e foi preso em Bauru no último dia 25, sob acusação de estelionato e extorsão, vai ficar na cadeia até o julgamento. Ontem, o juiz da 1.ª Vara Criminal de Bauru, Benedito Okuno, decretou a prisão preventiva dos dois, que estão recolhidos em presídios da região.

O pedido de prisão preventiva foi feita pelo delegado J.J. Cardia, titular da Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra), que apura o caso. Mais conhecida por Vovó Melenca, por oferecer serviços de trabalhos espirituais, Ruth e seu marido foram presos depois que Cardia recebeu a denúncia de que uma pessoa havia sido extorquida por ela.

O cliente, cujo nome está sendo preservado pelo JC, contratou Vovó Melenca e pagou por consultas espirituais. Porém, não concordou em continuar com os trabalhos e afirma ter sido ameaçado por Vovó Melenca, que teria exigido dinheiro para que não revelasse seus problemas íntimos.

A DIG/Garra recebeu uma denúncia, mas podem existir outras vítimas, que até agora não quiserem procurar a polícia. O casal morava em Bauru, nos Altos da Cidade, em uma ampla casa, desde janeiro, onde oferecia os serviços espirituais. Vovó Melenca chegaria a cobrar em torno de R$ 2 mil pelos trabalhos e na falta de dinheiro, aceitaria jóias e bens dos clientes.

Cardia explica que a prisão preventiva dará condições de a Interpol investigar a ação do casal por outras cidades onde passou, inclusive no exterior, sem que os dois desapareçam. “A prisão preventiva permitirá à Interpol tomar providências que vinha tentando tomar desde 1994. Mas não era possível porque não sabia onde o casal se encontrava, uma vez que eles mudavam com freqüência”, diz.

O delegado acredita que outras pessoas poderão ser presas. “Temos a informação que, com o casal, 23 pessoas estão envolvidas no caso. Com o casal preso, a DIG/Garra terá mais tempo para identificar os demais”, conta.

Ele ressalta que poderão surgir novas vítimas em Bauru, onde o casal morava desde janeiro, e em outras cidades. Se forem condenados, Ruth e Osvaldo poderão ficar até 15 anos presos. A pena para estelionato é de um a cinco anos de reclusão e para extorsão de quatro a dez anos.

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