Polícia

Pai de Santo dá dicas para fugir do charlatanismo na área espiritual

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 2 min

A prisão de Ruth Vacite, conhecida por Vovó Melenca, acusada de estelionato e extorsão, preocupou muitas pessoas que recorrem a trabalhos espirituais. Elas estão com medo de cair nas mãos de charlatãos.

O Pai de Santo Ricardo Tavares dá algumas dicas sobre como identificar se a pessoa que se diz vidente, astróloga ou alguma outra denominação é ou não charlatã. Tavares conta que algumas pessoas acham que religiões ligadas ao exoterismo é uma forma de resolver seus problemas.

Porém, explica que não há fórmulas mágicas de resolução de problemas sentimentais, financeiros e de saúde. “Não existe nenhuma fórmula mágica. Ninguém pode contestar o poder de Deus. A solução dos problemas está dentro de cada um. Nós como crentes nos orixás, podemos apenas orientar as pessoas”, relata.

Normalmente, quem procura esse tipo de ajuda, está sensibilizado e se encontra num momento de desespero. É nessa hora, que os charlatões agem e se aproveitam das pessoas pedindo tudo o que desejam. A pessoa, normalmente, luta para conseguir o que o falso vidente pede e acaba prejudicando sua vida.

Tavares diz que para fugir de golpes é preciso, em primeiro lugar, observar atentamente os anúncios de trabalhos espirituais. “Quando diz que traz o amor de volta em uma semana, trabalho garantido, astrólogo e vidente, pode fugir que é golpe”, afirma.

Ele diz que as pessoas que têm má-fé, normalmente, fazem qualquer negócio. “Jogam búzios, lêem carta, tarô, mãos e garantem coisas que não podem fazer. Num único anúncio a pessoa é tudo e isso não é possível, tem que ser contestado”, diz.

Ao ter conversar com a pessoa que está oferecendo o serviços de trabalhos espirituais, outra dica de Tavares é observar a conduta. “Deve-se observar os argumentos de convencimento, o que se exige, se pergunta. Quando a pessoa diz que está sob efeito sobrenatural, é preciso prestar muita atenção”, ensina.

Tavares explicou que realiza trabalhos para ajudar quem o procura, mas sempre deixa claro que se a pessoa não mudar, não colaborar, nenhum trabalho vai resolver nada. Ele dá um alerta: “Deixo uma crítica para as pessoas que são de nação (camdomblé e umbanda) para que parem com isso. Cada pessoa tem um destino próprio e vai acontecer na vida de cada um o que tem que acontecer. Só a própria pessoa pode mudar algum problema. Está nas mãos de cada um”, afirma.

Tavares é adepto do candomblé. Ele diz que essa crença está ligada à natureza e que Deus é a extensão da natureza. “Por isso é que temos que cuidar da natureza. Não podemos poluir o ar, a água, a terra. Temos que cuidar para que a natureza seja sempre bem tratada e cuidada”, diz.

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