• Reajuste mensal
Ontem, às vésperas de entrar em vigor mais um aumento de preço do gás liqüefeito de petróleo (GLP), o diretor de Abastecimento da Petrobras, Rogério Manso, afirmou que os reajustes do produto, atualmente o principal vilão da inflação, tendem a seguir um ritmo mensal, mais previsível do que o dos demais derivados de petróleo. Os valores fixados para óleo diesel e gasolina, por exemplo, vão acompanhar as oscilações do mercado internacional.
• Previsão
O executivo explicou que a previsibilidade dos aumentos ou quedas de preço do gás de cozinha não se tratou de um acordo oficial com as distribuidoras. Segundo ele, foi conversando com essas companhias que se decidiu revisar preços mensalmente, tanto que a Petrobras viria, desde a abertura de mercado - no início do ano - mudando os preços do GLP no máximo uma vez por mês, segundo frisou Manso.
• Inflação
O executivo também disse que, apesar dos impactos do gás de cozinha na inflação desses últimos meses, o gasto das famílias com o combustível ainda seria menor do que em dezembro, pois em janeiro houve recuo superior a 20% nos valores do GLP. Quanto à possibilidade de as distribuidoras partirem para a concorrência por meio da importação, a estratégia da Petrobras será continuar sendo competitiva, mas com limite.
• Freio
Após as montadoras de automóveis terem puxado o freio de suas linhas de produção, agora as fábricas de autopeças diminuem a produção para não atropelar essas empresas. Nos quatro primeiros meses do ano, as montadoras de veículos instaladas no Brasil projetavam um segundo semestre de pleno crescimento. O reflexo dessa expectativa animava suas fornecedoras de autopeças, preparadas para pedidos crescentes.
• Queda
Mas a queda do volume de vendas, com o acúmulo de carros nos pátios, obrigou as montadoras a reduzir a produção e, agora, a indústria de autopeças tem que interromper os fornecimentos de forma brusca. O presidente das subsidiárias na América do Sul da americana Visteon Sistemas Automotivos, José Hélio Contador Filho, disse ontem que não serão decretadas férias coletivas em julho, mas haverá desaceleração por células de trabalho. Ele prevê uma retração geral de 10% do mercado durante este ano.
• Alternativa
A exportação, que seria uma alternativa para o encolhimento do mercado doméstico, também tem sido difícil. O presidente da Visteon estima que suas exportações caíram ainda mais do que os pedidos do mercado interno, que diminuíram cerca de 70%. Isso seria resultado das férias coletivas que as montadoras americanas, os principais clientes externos, habitualmente dão a seus funcionários nessa época do ano.
• Custo de vida
De acordo com relatório publicado ontem, em Londres, pelo Economist Intelligence Unit (EIU) e divulgado por agências internacionais de notícias, a capital japonesa Tóquio continua sendo a cidade mais cara do mundo. Já Buenos Aires despencou e passou da 22ª posição para a 120ª em um ano. Consta no relatório que o custo de vida em Tóquio, e geralmente na Ásia, continua sendo o mais elevado do mundo.
• Posição
A capital japonesa se coloca à frente de Osaka, Kobe e Hong Kong na classificação das cidades com custo de vida mais caro do planeta. Harare, no Zimbabue, teria sido a cidade que registrou a alta mais forte ao passar da posição de 120ª em julho do ano passado, para o quarto lugar em julho deste ano. Buenos Aires, ao contrário, registrou a maior queda.
• Política monetária
Os pesquisadores do EIU dizem que essa evolução se explica por duas políticas monetárias diferentes. O peso argentino foi desvalorizado, mas o governo do Zimbabue se negou a desligar a moeda local do dólar americano, apesar se uma inflação superior a 100%, dizem os pesquisadores. Também segundo o relatório, Oslo - em quinto lugar - é a cidade mais cara da Europa. Paris, que passou da 14ª à 17ª posição, permanece sendo a cidade com custo de vida mais alto da área euro.