“As pessoas ainda não perceberam, mas a reforma da Previdência Social já foi feitaâ€. A afirmação é do presidente do conselho de administração de uma grande companhia de seguros, Nilton Molina, que esteve em Bauru ministrando palestra a corretores. Segundo ele, quando foi promulgada a Emenda Constitucional nº 20, em dezembro de 1998, a reforma teria sido feita porque condicionou o valor máximo pago pela Previdência a dez salários mínimos da época (R$ 120,00), acrescido de correção monetária.
“A Constituição de 1988 garantia como maior benefício do seguro social o equivalente a dez salários mínimos. Hoje isso significaria R$ 2 mil. A partir da promulgação da emenda número 20, o maior benefício do INSS ficou sendo calculado pelo valor do salário mínimo daquela data, ou seja, R$ 1,2 mil, e a partir de então, corrigidos monetariamente. O que aconteceu depois da promulgação é que, atualmente, o maior benefício concedido pelo seguro social é de R$ 1.430,00 (salário mínimo de 1998 mais correção)â€, analisa Molina.
Para ele, quando a população perceber essa realidade haverá uma explosão na procura por seguro de vida e Previdência Privada. “As pessoas vão receber cada vez menos pela Previdência Social quando se aposentarem. Quem recebia dez salários mínimos há quatro anos atrás pelo INSS, agora está recebendo o equivalente a sete salários mínimos, considerando essa diferença dos R$ 120,00 da época para o mínimo de R$ 200,00 que existe agoraâ€, reforça o executivo.
Na opinião de Molina, quando essa percepção aflorar entre a população, muitos vão preferir procurar outros caminhos para garantir a sua aposentadoria, entre outros benefícios, além da Previdência Social. Nesse sentido, o mercado do Interior de São Paulo é um grande filão a ser explorado pelo setor.
“Esse é o momento ideal para o mercado investir na Previdência Privada. Muitas famílias da classe média já estão colocando isso como meta prioritária, à frente do sonho da casa própria. As pessoas têm o desejo de poder manter o seu padrão de vida quando se aposentarem ou quando precisarem ser afastadas do mercado de trabalho em função de um acidente, por exemploâ€, observa Molina.