O Recinto de Exposições Mello Moraes vive uma fase de ebulição. Depois de mais de quatro anos sem consideráveis melhorias, o espaço passa por uma reforma física e organizacional que pretende fazer com que o Recinto não seja lembrado ou freqüentado somente em época de Grand Expo, que este ano tem sua realização anunciada para o período de 8 a 17 de novembro.
Esse conjunto de mudanças é parte da estratégia da nova diretoria da Associação Rural do Centro-Oeste (Arco), presidida desde janeiro por Antônio Terrassi Neto que, ao assumir o posto deixado por Hideo Otta, colocou em prática uma administração descentralizada. Ele nomeou sete comissões para que cada uma cuide de um setor do Recinto: tatersal, pavilhões de bovinos, obras, relações-públicas e marketing, eventos, subdividida em parte técnica e Rancho do Criador.
“A idéia dessa diretoria é dar uma abertura maior e trabalho para todo mundo. A Arco sempre foi muito fechada. Agregando mais pessoas vamos implementar novos projetosâ€, comenta Terrassi Neto.
Dentro desses novos projetos está a criação de atividades permanentes no Recinto ligadas ou não ao mundo rural. Um dos eventos retomado no calendário da Arco foi a realização de leilões de animais, trazida numa parceria com a Verdó Leilões, que inclusive remodelou o antigo tatersal. A diretoria também pretende trazer de volta a Bauru a etapa paulista do Campeonato Brasileiro e o Congresso do Cavalo Quarto de Milha, respectivamente realizados em julho e abril, que trazem gente do Brasil inteiro e que foram perdidos para Presidente Prudente pelo fato do Recinto não estar com a estrutura em condições de receber eventos desse porte. Mas para 2003, a diretoria promete reaver as competições e abrir espaço para outras.
Quem também integra a comissão de eventos e dirige a reforma organizacional do local é João Roberval Souza Santos, que está há cinco anos na Arco e será o responsável pelo processo de fomentação das atividades e parcerias para a nova fase do Mello Moraes.
“O novo projeto fará do Recinto um local onde a comunidade tenha espaço, não só na feira de novembro, mas que ela possa durante o ano todo trazer seus eventos para cá, que use o tatersal para bailes, leilões, shows, jantares. Queremos ver as entidades e associações trazendo suas feiras e exposições para o Recinto que terá restaurantes funcionando. E também ver pessoas caminhando, crianças soltando pipas por aqui, com segurança, num lugar bonito, por isso estamos remodelando o espaço, fazendo praças, alargando as ruasâ€, revela Santos.
Ele aponta que muitas iniciativas estão sendo postas em prática. A comissão de eventos já organiza para o próximo ano um rodeio de aniversário da cidade e também está mantendo contato com o Sindicato do Comércio Varejista (SinComércio), o Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa (Sebrae), Conselho Municipal de Turismo (Comtur), Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e a Prefeitura Municipal, de quem a Arco aguarda o término da duplicação da avenida Comendador José da Silva Martha, cujas obras da segunda pista já foram iniciadas.
As reformas
Praças, ruas mais largas, coqueiros, banheiros e calçadas fazem parte das melhorias que estão sendo feitas no Recinto Mello Moraes para atender ao público espectador. Para os criadores, a mudança será sentida no tamanho e na estrutura dos pavilhões existentes no local, cuja construção era muito antiga e já não comportava os rebanhos no padrão atual.
Segundo o presidente da comissão dos pavilhões de bovinos Hevaldo Rino Ribeiro, foram feitos quatro novos pavilhões e dois receberam reformas como troca das telhas de amianto, instalação hidráulica, ampliação dos lavadores de animais e calçadas. Ribeiro anuncia também o nivelamento do terreno dos estandes e a reforma da pista de julgamento. Há ainda uma outra comissão, comandada por Paulo Farha, que está cuidando das mudanças e adaptações no tatersal, cuja intenção é transformá-lo num dos espaços mais cobiçados do Recinto para a realização de eventos.
O montante empregado nas reformas ainda não foi totalizado, pois os trabalhos não foram concluídos. Mas Ribeiro ressalta que as melhorias só foram executadas porque muitos criadores e agropecuaristas da região que se sensibilizaram com a situação do espaço, o único do Estado que não havia passado por reformas, e fizeram doações à Arco, que administra o local.
“O Recinto hoje é um canteiro de obras, onde ainda se tem muito a fazer. Estamos fazendo uma urbanização para deixá-lo mais alegre. Já era um Recinto bonito, mas faltava um pouco mais de trato e cuidadoâ€, finaliza Ribeiro.