Por ele se vê funcionários desesperançados, sem as demais e devidas remunerações pagas em dia, mas ainda assim maltratados, desprestigiados e, hora ou outra, humilhados por acesso de cólera de seus chefes inconformados com o vinho de São Roque à mesa, que substitui o outrora vinho tinto italiano das melhores safras. Há um gosto típico da pior ressaca e de decadência na boca dos donos da prepotência.
Bauru já não se cala diante das atrocidades cometidas pelos poderes postiços, que preferem apontar eventuais pecados alheios a ter de expiarem a um os seus próprios. A bancarrota não somente financeira mas também moral é o que talha ternos importados, carros de leasing, smokings alugados e não devolvidos, bebidas e canapés comprados aos montes ressarcidos forçosamente em permutas. Tudo para bancar a fama, a pompa empoeirada do sobrenome e o ego transcendental e megalomaníaco de capos da certa “cosa nostra†bauruense.
Bauru mais do que nunca sabe discernir quem é quem. Órgãos de classe, inclusive do capital, também aprenderam com o drama de seus filiados a não confiarem em palavras vazias, promessas vãs e acordos empurrados com a barriga, até que se dobre em outros tantos acordos pulverizando dívidas trabalhistas rumo à eternidade do calote.
Bauru ouve os últimos arrotos de boçalidade traduzidos em perseguição pessoal, em linchamento público e em ética pisoteados com salto alto da ira de quem perdeu destaque e crédito e as vergonhas.
Falta muito pouco para isso acabar definitivamente, com certeza essa será as eleições das eleições e Bauru saberá definir em pratos limpos a verdadeira e almejada dignidade desta cidade. O último que sair, por ordem judicial ou pelo voto, que apague a luz, se ela ainda não estiver cortada. (Cesar Ferreira - presidente do Fórum de Discussões de Bauru).