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Deficiente física necessita de ajuda para regularizar pensão

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Raquel Luciano Octaviano, 27 anos, sofre de paralisia desde o nascimento e sua família enfrenta dificuldades para cuidar de sua saúde. A irmã, Célia Regina Octaviano, assumiu os cuidados de Raquel desde que o pai faleceu, há quatro meses. Raquel trabalha fora de casa e tem utilizado seu salário para manter a família e a irmã. Ela espera tutela judicial para ser autorizada a sacar uma pensão de R$ 290,00 por mês em favor de Raquel.

Preocupada com a indefinição na liberação da pensão, Célia Regina procurou o Jornal da Cidade, através do presidente da Associação dos Amigos do Jaraguá, Carlos Ferraz, morador na alameda Venus, 7-58 perto da residência onde Raquel permanece, em uma cama. Ela teve os cuidados dos pais até os 25 anos, quando a mãe faleceu. O pai, Santo Octaviano, pedreiro, passou a dar assistência para a filha junto com a irmã.

Com a morte do pai, há quatro meses, Célia levou Raquel para sua residência. O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) liberou a pensão pela morte dos pais e a invalidez da irmã, mas Célia não pode realizar os saques porque não foi definida a condição de responsável (curatela) nas circunstâncias em que cuida da irmã paralítica.

O caso foi passado para a advogada Bebel L. Pires da Silva. Por telefone, no sábado, ela mencionou que não tinha autorização da família para prestar informações sobre o andamento do caso.

A advogada disse que o número do processo e a situação seria repassada somente para a irmã na segunda-feira (hoje). Célia disse que está pagando três parcelas de R$ 50,00 para a atuação jurídica no caso. “A promessa era que a definição sairia em 30 dias, mas o prazo já se completou e eu estou preocupada”, diz.

Ela menciona que, embora com paralisia, Raquel tem muito bom humor. Durante a visita em sua casa, Raquel sorriu e pediu para tomar leite. Ela fala com muita dificuldade. O tempo de assistência permitiu à irmã assimilar um meio próprio de comunicação.

Com 27 anos, Raquel Octaviano necessita de cuidados iguais aos de um bebê. Ela usa fraldas tamanho médio, tem paralisia em todo o corpo e está tendo dificuldades com a posição do corpo. Duas vezes por semana, Raquel realiza terapia na Universidade Paulista (Unip) para tentar retomar a posição da perna que dobrou-se sobre a outra. “O médico disse que o corpo dobrado provoca modificação na coluna e, com o tempo, isso pode pressionar o pulmão e dificultar a respiração”, menciona a irmã.

Dia-a-dia

Célia Octaviano conta que Raquel tem mentalidade normal, mas precisa de cuidados permanentes. “Eu digo que ela é meu bebezão. Porque fisicamente ela é um bebezão”, cita.

Segundo a irmã, Raquel se alimenta através de papinha. Ela come carne, arroz e legumes batidos em um liquidificador e peneirado. A testura tem que ser bastante fina para que ela não enguasgue. Raquel também gosta de leite e iogurte. Entre 10 pacotes de fraldas por mês, alimentação e remédios, a paralisia exige cerca de R$ 500,00 para que todos os cuidados sejam viabilizados.

Carlos Ferraz disponibiliza seu endereço e telefone (238-4234) caso alguém deseja colaborar com a moça que sofre de paralisia.

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