Política

Izzo aponta Tidei como o responsável pelas dívidas

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Em sua defesa por escrito na Câmara, Izzo Filho alega que o endividamento do município e o aumento do passivo deu-se por ações administrativas de 1996, último ano da gestão de Tidei de Lima (PMDB) à frente da prefeitura.

A defesa de Izzo foi protocolada pelo advogado Rodrigo Augusto Alferes. Em relação às irregularidades apontadas pelo TCE no desequilíbrio da execução orçamentária, financeira e econômica, a defesa sustenta que a interpretação deve ser realizada tendo em vista os acontecimentos do final da gestão anterior, de Tidei.

O ex-prefeito Izzo é taxativo ao apontar seu antecessor como o responsável pela crise financeira. “O desequilíbrio verificado no exercício é reflexo do descaso com que foi tratada a administração do município no ano de 1996. Há uma relação direta entre o desempenho de 1998 com a desastrosa gestão financeira de 1996, o que foi apontado pelo Tribunal de Contas do Estado que verificou o comprometimento das contas dos próximos exercícios em virtude dos atos praticados naquele ano”, cita.

Izzo voltou a reforçar que recebeu a prefeitura, em janeiro de 1997, em uma situação delicada. “E porque não dizer caótica situação financeira e orçamentária. Imperioso demonstrar uma séria análise da evolução do endividamento”, aponta. Ele ressalta um déficit econômico de R$ 28.860.001,48 em 1996. “E um assustador passivo real a descoberto que, aumentado em estratosféricos 1.213,28%, atingiu a expressiva cifra para o município de R$ 31.238.6767,17”, menciona a defesa.

O ex-prefeito alega que tomou providências para reduzir o endividamento, mas que não foi possível resolver o problema em dois anos. “O crescimento do passivo real a descoberto foi conseqüência da desordem no passado, do mesmo modo que a conta restos a pagar apresentou um crescimento de 269,80% em 1996 contra 18,86% em 1998”, apresenta.

Izzo repete que a gestão Tidei realizou operações de Antecipação de Receita Orçamentária (ARO) sem liqüidar os saldos em 1996.

Ele ainda recorda do financiamento realizado junto ao Banco Chase Manhattan, no valor de R$ 10 milhões para a conclusão do Viaduto, que também foi assumido por sua gestão. “De três operações ARO firmadas em 1996 não houve a liqüidação de R$ 3.397.651,01 e verificou-se que a dívida com o Chase Manhattan chegou a R$ 12.425.836,15 em 31/12/97, o que maculou o orçamento”, critica o ex-prefeito.

Como complemento de sua defesa, o ex-prefeito cita que os resultados negativos foram reduzidos em seu governo. “O déficit orçamentário despencava de vertiginosos 24,14% em 1996 para 9,36% e 2,47% nos anos em seqüência de 1997 e 1998. O passivo financeiro era de R$ 21.489.448,77 em 96 e ficou em R$ 5.128.448,60 em 98”, menciona à Câmara.

Comentários

Comentários