Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Aval

A WorldCom informou ontem à Securities and Exchange Commission (a SEC, entidade semelhante à Comissão de Valores Mobiliários no Brasil) que a firma de auditoria Arthur Andersen concedeu seu aval às práticas contábeis impróprias da companhia. De acordo com a empresa, seu ex-diretor financeiro teria tentado adiar uma auditoria interna que desvendaria essas práticas. Em 1 de julho, a WorldCom enviou a revisão do texto que o diretor da SEC, Harvey Pitt, chamou de “totalmente inadequado e incompleto”.

• Efetivo

A companhia, que revelou no mês passado ter contabilizado irregularmente US$ 3,8 bilhões em custos durante cinco trimestres, afirmou que a Andersen endossou especificalmente o relatório dos custos apurados pela companhia durante 2001. No dia 6 de fevereiro, em encontro do comitê auditor da empresa com a auditora, a WorldCom revelou que a apresentação da Andersen incluiu uma avaliação de que “os procedimentos da companhia para formular julgamentos e estimativas para linha de custos acumulados era efetivo.”

• Observação

Após o grupo Pão de Açúcar ter assumido, no último domingo, a posse das 60 unidades que pertenciam à rede de supermercados Sé no Brasil, ontem as nove lojas de Bauru receberam funcionários da nova companhia controladora. Segundo informações extra-oficiais apuradas pela colunista, o objetivo das equipes que estão na cidade é conhecer o sistema de atuação do Sé para, então, preparar e implantar o formato de trabalho do grupo Pão de Açúcar em todas as unidades.

• Liderança

A Nestlé foi escolhida a Empresa do Ano na 29ª edição da publicação Melhores e Maiores, da revista Exame. Um ano após ter assumido a presidência da empresa no Brasil, transferido da subsidiária do grupo suíço no México, o economista Ivan Fábio Zurita, 49 anos, está levando adiante seu objetivo de manter ou retomar a liderança da companhia nas 12 áreas do setor de alimentos em que atua. Além de ganhar participação de mercado em 85% das categorias em que atua, em 2001 a Nestlé conseguiu, pela primeira vez na história da companhia, superar a marca de um milhão de toneladas produzidas.

• Aumento real

No ano passado, a Nestlé obteve aumento real de 5% em suas receitas, fechando com US$ 2,51 bilhões, e registrou lucro de US$ 79,5 milhões. Com esse desempenho, levou o título de melhor do setor pelo segundo ano consecutivo. Para Zurita, as empresas precisam ser mais competitivas e a forma de a Nestlé conseguir isso é mantendo os investimentos em desenvolvimento e tecnologia.

• Crescimento

A Nestlé tem como meta quadruplicar as vendas para o mercado externo em quatro anos. Neste ano, planeja crescer em mais de 60% as exportações, para US$ 140 milhões. No mês passado, a empresa deu partida a um investimento de R$ 95 milhões para construir, em Araras, no Interior do Estado de São Paulo, o maior centro de produção de café solúvel do mundo.

• Visibilidade

O governo brasileiro quer aproveitar a visibilidade dada ao Brasil pela conquista do pentacampeonato na Copa do Mundo para divulgar imagens do País no exterior e promover o aumento das exportações brasileiras, conforme anunciou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sergio Amaral. Para ele, a vitória do Brasil cria uma imagem simpática do País no exterior, mas poucos saberiam que o Brasil exporta aviões, por exemplo, ou fabrica satélites.

• Exposição

Segundo o ministro, uma maior exposição da imagem do Brasil no exterior é fundamental para aumentar as exportações, objetivo perseguido pelo Ministério desde o início do Plano Real. Em seu pronunciamento, o ministro disse que não se pode promover a exportação dos produtos brasileiros sem cuidar da imagem do País no exterior, ressaltando os devidos atributos.

• Marca

O programa de Amaral propõe o fortalecimento da “marca brasileira” por meio do marketing, da promoção da cultura brasileira no exterior, do treinamento de funcionários do governo envolvidos no comércio exterior, além da melhor utilização das embaixadas brasileiras. O ministro garantiu que os recursos para o programa até o fim do ano já estão disponíveis. Além do marketing, o programa vai contar com uma ajuda dos empresários brasileiros que investirem na promoção da cultura brasileira no exterior.

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