• Imóveis em alta
O aumento da procura por imóveis tem sido, além das aplicações em dólar, uma resposta de investidores contra as incertezas econômicas dos últimos meses. Não se trata de um movimento generalizado, mas de crescente tendência de investidores, segundo informam profissionais do setor. A procura tem sido, principalmente, por imóveis comerciais já alugados. O aluguel, no caso, funcionaria como o rendimento de uma aplicação. E o cliente, muitas vezes, é quem tem dólar e teme possível queda nas cotações.
• Fundos
Também tem sido crescente o interesse de recém-saídos de fundos de investimento, decepcionados com a queda de rendimento. No final de maio, o Banco Central (BC) e a CVM obrigaram os fundos a registrar imediamente suas cotas pelo valor de mercado. O resultado foi a perda do rendimento mensal de boa parte dos fundos, seguida de saques dos aplicadores descontentes.
• Sucesso
Um exemplo da demanda por imóveis comerciais já alugados é o sucesso de recentes leilões dos prédios de agências bancárias feitos por Bradesco e Unibanco. Por determinação do BC, os bancos terão que reduzir de 60% para 50%, até dezembro, a parcela do ativo permanente, na qual estão incluídos os imóveis, no patrimônio líquido. Para os imóveis vendidos em leilões, os bancos garantem o aluguel por um prazo mínimo de dez anos. Grande parte do pagamento, cerca de 70%, tem sido à vista e o retorno garantido, ao redor de 0,8% ao mês.
• Ouro
O ouro deixou de ser prioridade para a Companhia Vale do Rio Doce. A empresa chegou à conclusão de que a instabilidade nos preços do metal - que recuaram 30% nos últimos cinco anos - e a perda de seu papel como reserva de valor diminuem a sua importância como investimento. Como reflexo dessa decisão, a Vale desativa, nesta semana, as operações de sua maior mina de ouro, a Igarapé Bahia, no Pará. Em 12 anos, a mina produziu 95 toneladas do metal.
• Cobre
No mesmo local ficará agora o projeto Alemão, que receberá investimentos de US$ 368 milhões para produzir cobre a partir de 2006. A Vale do Rio Doce manterá apenas uma jazida de ouro em Minas e outra na Bahia, que juntas, produzirão 9,5 toneladas neste ano e outras 5,5 toneladas no ano de 2003.
• Fusões
Segundo dados da Thomson Financial, as fusões e aquisições somaram US$ 8,7 bilhões no primeiro semestre, no Brasil, 18% a menos do que os US$ 10,6 bilhões de igual período de 2001. A boa notícia é que os negócios caíram menos no Brasil do que no resto do mundo, de acordo com o gerente geral no Brasil do banco norte-americano Goldman Sachs, Ricardo Fleury Lacerda. Na América Latina, os negócios diminuíram 27,4% e, no mundo todo, a queda foi de 34,8%.
• Otimismo
Esses números deixam a Goldman Sachs otimista com o mercado brasileiro e atraem novos especialistas para o negócio, como o Banco Fibra, que aposta no crescimento dos negócios entre empresas brasileiras.
• Novo banco
Entrou em operação recentemente, no sistema bancário brasileiro, o Lemon Bank. Tendo como foco principal a utilização dos correspondentes bancários para distribuição de seus serviços e produtos, a instituição atua por intermédio de parcerias com cadeias varejistas de diferentes setores. Ao todo, somarão três mil correspondentes bancários espalhados pelos principais centros comerciais de praticamente todo o País, que devem iniciar o atendimento ao público em breve.
• Em etapas
A princípio, as pessoas poderão se dirigir a esses locais para efetuar pagamentos de contas de água, luz, telefone, impostos municipais, estaduais e federais, além de boletos bancários das mais variadas fontes. Num segundo momento, a estratégia do novo banco é oferecer produtos como conta corrente, poupança, cartões, seguros e planos de previdência com características inovadoras e custos reduzidos.