Tribuna do Leitor

"Cerejeiras e Bandeirantes"


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O maior problema político da cidade de Bauru nos últimos anos, indubitavelmente, tem sido a falta de sintonia “político-partidária” entre o Executivo Municipal (Cerejeiras) e o Executivo Estadual (Bandeirantes) e, não obstante o esforço de nossos nobres representantes públicos legislativos, esta falta de “sintonia” principalmente partidária que existe entre os referidos poderes executivos levou-nos a resultados pífios no que diz respeito a investimentos públicos e também privados, preteridos na região administrativa de Bauru em comparação às demais regiões do Estado de São Paulo. E pra quem disto duvidar, estão aí os dados da Fundação Seade e do próprio Governo Estadual, que demonstram tal precária situação. É bem verdade que esta situação melhorou “um pouco” desde a saída do deputado estadual Pedro Tobias do PDT e que hoje está no PSDB (o Hospital Regional e o Aeroporto são exemplos práticos desta constatação) mas, mesmo assim, pelo potencial e importância da cidade de Bauru tais presumidos avanços são ainda irrisórios.

De fato, o extinto ex-governador Mário Covas ficou seus últimos 7 (sete) anos de vida e também de Governo totalmente “ausente” de Bauru e por quê? Por certo o ex-governador Covas pensava que Bauru era um reduto malufista, já que na época tanto Izzo como também o atual prefeito sr. Nilson Costa (PPS) eram malufistas assumidos, com vôos panorâmicos sobre Bauru e tudo mais. Em resumo: Quando o Governador do Estado era o sr. Mário Covas, do PSDB, o prefeito de Bauru era o ex-malufista sr. Nilson Costa, como o atual partido do sr. Nilson Costa, o PPS de Ciro Gomes, está propenso a apoiar o Alckmin do PSDB nestas eleições (principalmente no 2º turno) e, caso isso ocorra, só falta agora o sr. prefeito apoiar o Alckmin e o Maluf (PPB) ganhar as eleições (inclusive este está em 1º lugar nas pesquisas). Em ocorrendo tal situação, tal fato já não seria apenas “falta de sintonia”, mas sim “azar político” mesmo. No entanto, ao se confirmar “a posteriori” tal fato, por certo a sociedade bauruense como um todo é quem irá arcar com o prejuízo deste prenunciado “acidente político”. É impressionante como o ser-político não aprendeu ainda a aproveitar as lições da história política e nossa inadvertida “classe política” que aí está vive a cometer perpetuamente os mesmos erros e não só os repetem como improvisam outros iguais, absorvidos que estão por seus caprichos, presunções e também falta de visão política. Agora, o que fazer para reverter esta ambivalente situação política? Eis aí o “x” da questão e a resposta para tal indagação deverá necessariamente estar nas urnas das próximas eleições.

Por isso, é de suma importância que os eleitores bauruenses votem inteligentemente em candidatos da nossa cidade, pois assim sendo, numa eventual falta de “sintonia política-partidária” entre os Poderes Executivos e pelo menos nossos futuros deputados possam fazer a sua parte (defender e reivindicar junto aos governos estadual e federal os interesses e reclamos da população de Bauru e região).

Bauru precisa, para alavancar seu desenvolvimento, urgentemente recuperar seu prestígio político que a nova geração desconhece mas que a cidade já vivenciou, como por exemplo nos áureos tempos do carismático Alcides Franciscato! (Aurelio da Silva Braga - RG. 12.912.493)

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