Regional

Seccional de Jaú orientou família sugerindo calma

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Barra Bonita - Após o seqüestro, no dia 21 de abril à tarde, o delegado Claudemir Ferracini da Polícia Civil de Barra Bonita foi a primeira autoridade a ser comunicada, pelos familiares da estudante. Assim que recebeu a informação ele comunicou o delegado seccional de Jaú, Benedito Antonio Valencise.

De acordo com Valencise, pelo fato do seqüestro ter ocorrido em São Paulo, a orientação não poderia ter sido outra senão a de sugerir à família que comunicasse o fato à Delegacia Anti-Seqüestro (DAS) da Capital.

Calma, paciência e confiança na polícia foram as principais recomendações feitas pelo delegado seccional à família Ometto. “Nós orientamos para que eles (a família) fossem até a delegacia especializada, colaborassem e confiassem na polícia para que o fato fosse resolvido”.

Segundo Valencise, durante as investigações da DAS e negociações da família com os seqüestradores, a polícia jauense não teve qualquer participação. Apenas o delegado de Barra Bonita, deu um apoio necessário para os policiais da DAS, com uma troca de idéias. “Mas toda operacionalidade, em 100%, ficou, como deveria ser realmente, com São Paulo”.

Valencise explicou que durante todo o processo, se a polícia de Jaú obtivesse alguma informação relevante pertinente ao caso, com certeza ela seria transmitida imediatamente à DAS e jamais seria aberta outra frente de investigação. “Nesse caso, o mais importante é assegurar a integridade da vítima. E uma interferência inadequada pode gerar problemas graves”.

Apesar de acompanhar, mesmo que à distância, o desenrolar do caso, Valencise disse que a polícia daqui não chegou a receber informações substanciais que pudessem ser repassadas à DAS.

Libertação

Desde que a notícia do pagamento do resgate foi transmitida à polícia de Barra Bonita e Jaú, na manhã de quarta-feira, familiares e a própria polícia ficaram na expectativa da libertação da estudante, o que só aconteceu no final da noite.

Experiência

Na opinião do delegado Valencise, a concentração da investigação numa única delegacia é a forma correta de se trabalhar um caso com o esse. Para exemplificar, ele relembra o seqüestro da família de um empresário de Itapuí, ocorrido em fevereiro último, quando a família ficou cerca de 18h em poder dos seqüestradores e só foi libertada após o pagamento do resgate.

“Eu trabalhei nesse caso de Itapuí e assumi totalmente o comando da investigação, prendemos as pessoas, sem interferência de quem quer que fosse, inclusive até de outros policiais que não sabiam e não poderiam interferir”, disse Valencise acrescentando que uma interferência inadequada coloca em risco vítima.

Quando uma delegacia obtém uma informação sobre um caso que já esteja sendo trabalhado por outra delegacia, ela obrigatoriamente, de acordo com Valencise, deve comunicar aquela responsável pelo fato. “Isso mostra harmonia e unidade na Polícia Civil”, afirma.

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