Prefeitos de dez municípios da região de Bauru estão enviando ao ministro das Minas e Energia, Francisco Luís Sibut Gomide, um pedido para que suas cidades também sejam beneficiadas com a implantação do gasoduto Brasil-Bolívia, que já vem impulsionando o progresso em outras regiões do Estado de São Paulo e do País. Ofício assinado pelos prefeitos Nilson Costa (Bauru), José Carlos Octaviani (Agudos), José Gino Pereira Neto (Macatuba), João Sanzovo Neto (Jaú), Antonio Mário de Paula Ielo (Botucatu), José Abelardo Camarinha (Marília), José Antonio Marise (Lençóis Paulista), Rubens Cury (Pederneiras), José Carlos Teixeira (Barra Bonita) e Carlos Alberto Varasquim (Igaraçu do Tietê) pede ao ministro que observe a necessidade que esta região também tem de contar com o fornecimento do gás boliviano.
Nilson Costa destaca que “a chegada do gás boliviano a Bauru contribuirá de maneira significativa com a economia local e o produto servirá para alavancar uma série enorme de atividades que o utilizam, especialmente na área industrial, ampliando sobremaneira as opções de trabalho na iniciativa privada. Daí a necessidade de direcionar todos os nossos esforços visando mais essa conquistaâ€, enfatiza. Os prefeitos, inclusive, fazem um comparativo de preços do produto importado do vizinho país com o gás liqüefeito de petróleo (GLP) utilizado por indústrias e cerâmicas nacionais.
“A região Sudeste do País, com destaque o Estado de São Paulo, constitui-se numa das pilastras básicas do desenvolvimento sócio-econômico brasileiro, pujante pólo empresarial, fonte geradora de riqueza e de inesgotável disponibilidade de empregos. Com densidade demográfica expressiva, contribui significativamente para que o País desponte como promissora economia do mundo contemporâneoâ€, diz a correspondência endereçada a Brasília.
O ofício também detalha que inúmeros complexos industriais vêm se implantando na região, na certeza de que o Governo Federal, cumprindo o cronograma de execução de obras, tornará disponíveis os serviços públicos necessários, como é o caso da implantação do sistema de gasoduto. “Segundo temos conhecimento, a conclusão da esperada obra está prevista para o ano de 2005. Afirmamos ser prazo extremamente longo para que as atuais empresas consumidoras de gás natural possam suportar a enorme diferença de custo em relação ao GLP ora utilizadoâ€, expõe o documento.
“Apenas para ilustrar, informamos que a situação hoje é a seguinte: o GLP tem o custo de R$ 1,18 por m3, sendo fornecido por distribuidoras, enquanto que o gás natural proveniente do sistema de gasoduto tem o custo de apenas R$ 0,40 por m3. Como exemplo - continuam os prefeitos -, informamos que as indústrias cerâmicas de piso e revestimento aqui sediadas estão na iminência de paralisar suas atividades extinguindo mais ou menos 8.000 empregos diretos e indiretos, por estarem sem a mínima condição de competitividade com as concorrentes de outras regiões, em razão da diferença de preço do gásâ€, enfatizam os prefeitos que assinam o ofício.