Regional

MST deixa polícia de Gália em alerta

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Gália - Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) estão acampados há uma semana às margens da SP-331, a cerca de dois quilômetros do centro da cidade. As polícias Civil e Militar estão em alerta para evitar que ocorra uma invasão de área.

Até ontem, eram cerca de 70 pessoas entre homens, mulheres e crianças, oriundos da região de Itapuí. O delegado João Camacho Ferrairo disse que já passou pelo local várias vezes e manteve contato com as lideraças do grupo. “Eles alegaram que estão à espera da desapropriação de uma área aqui no município”, disse Camacho.

O delegado disse que diante da alegação dos sem-terra, entrou em contato telefônico com o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em São Paulo, para checar se de fato existe alguma área nessas condições.

A resposta do Incra, segundo o delegado, foi a de que realmente existe um decreto federal declarando como passível de desapropriação a fazenda Santa Júlia. Mas esse é um processo que deve demandar algum tempo ainda, até que seja oficializada ou não a desapropriação para fins de reforma agrária.

Os sem-terra começaram a chegar em Gália no sábado passado de madrugada e acamparam às margens de uma das duas estradas que liga a cidade a Garça. Próximo ao acampamento fica o rio da Antas.

Na última quarta-feira, o delegado conversou com os líderes do acampamento e comentou a informação que havia obtido junto ao Incra. “Expliquei, e eles (os líderes) se conscientizaram da situação. Foram para Promissão, onde é o QG deles e lá decidiriam se vão para outra área ou se continuam por aqui”, informou Camacho.

Não é a primeira vez que um grupo de sem-terra acampa no município de Gália. Há cerca de dois anos, a fazenda Lutétia ficou ocupada por vários meses até a Justiça determinar sua desocupação e reintegrá-las ao proprietário.

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