Será disputada hoje, a partir das 9h, na capital paulista, a Maratona Internacional de São Paulo, a principal prova do gênero no País. Em sua oitava edição, a prova tem 8.920 atletas inscritos, representantes de 20 países, sendo 886 mulheres, um recorde da disputa. A largada acontece na Praça Charles Müller (Pacaembu), com chegada no Parque do Ibirapuera, após 42.195 metros.
No masculino, os corredores estrangeiros, especialmente os quenianos, ganharam cinco edições, enquanto no feminino apenas na primeira edição, em 95, o Brasil não ficou com o topo do pódio, sendo que a ganhadora foi a russa Ilyna Nadezhda .
As brasileiras têm dominado a competição, com seis vitórias e este ano aparecem como favoritas mais uma vez. Marizete Rezende, Márcia Narloch, Maria Zeferina Baldaia, Selma Cândida dos Reis e Dioni D’Agostini são alguns dos destaques atuais do País.
Para tentar estragar a festa nacional, duas corredoras russas, Irina Permitina, vencedora da Maratona de Reims (98), e Svetlana Baigulova, esperam repetir o feito de Nadezhda.
O saldo brasileiro na categoria masculina da Maratona Internacional de São Paulo não é tão positivo como no feminino. O atletismo nacional começou com tudo, vencendo a primeira edição com o fluminense Luiz Antônio dos Santos, que se preparava para os Jogos de Atlanta.
Depois, apenas em 99 o Brasil venceu, com o gaúcho Diamantino dos Santos. Nas três edições seguintes o primeiro lugar ficou com os quenianos, confirmando a supremacia dos representantes de outros países na Maratona de São Paulo.
Entre os estrangeiros, cinco quenianos aparecem como atração. Elijah Korir, que tem 2h08m59 para a distância, tempo obtido em Turim, Paul Kibet, Charles Tangus e Josph Kamau, todos experientes, e os novatos Samy Kigen, Lawrence Saina e Peter Serem.
Os destaques brasileiros da oitava edição são Vanderlei Cordeiro de Lima (campeão pan-americano em Winnipeg), Luiz Antônio dos Santos (campeão em 95 e medalha de bronze no Mundial de Gotemburgo), José Teles Souza, Rômulo Wagner da Silva e Daniel Lopes Ferreira.
Respaldado de um currículo invejável, com títulos conquistados nas mais variadas condições climáticas, aliados a uma forte preparação e o fato de conhecer bem o percurso, Luiz Antônio dos Santos disputa a prova pela quinta vez. Vencedor da primeira edição da Maratona de São Paulo, ele deixa a modéstia de lado e promete acabar com a hegemonia dos quenianos,
“Estou abismado com o nível de treino a que cheguei, muito forte, e se der tudo certo, pode vir queniano, brasiliano (sic) ou quem for, que não terá para ninguémâ€, profetizou o maratonista.
“Os quenianos não são invencíveis, já provei isso. E nem o frio vai atrapalhar pois já os bati em provas com temperatura de três graus negativosâ€, ressaltou, lembrando da Maratona de Chicago, da qual foi bicampeão em 93/94.
A confiança é tanta que nem os 38 anos parecem pesar. “Esta história de idade não vale nada, o importante é o que penso e sinto. E neste momento estou parecendo um meninoâ€, gaba-se.
Outro brasileiro disposto a brilhar é Vanderlei Cordeiro de Lima, que apesar da vitoriosa carreira, é estreante em Maratonas no País. “Vamos superar nossos limites e os quenianosâ€, disse. “Adoro correr neste clima fresco, ajuda a melhorar as marcasâ€, completa.