Agudos - Para o prefeito José Carlos Octaviani (PMDB) o que no passado foi sinônimo de modernidade, no presente representa um grande transtorno para a cidade.
As linhas férreas da Ferroban, a exemplo de outras cidades da região, corta Agudos ao meio e dificulta o deslocamento de veículos e de pedestres tanto no sentido bairro como no sentido centro.
Todo trânsito é deslocado para os viadutos Fábio Leite Guimarães, Sete de Setembro e Antônio Condi.
Na opinião do prefeito, se as ruas 13 de Maio e Joaquim Rondina não fossem seccionadas pela estação ferroviária, a ligação entre o Centro da cidade e a vila Professor Simões ficaria mais rápida. A ligação serviria também para desafogar o trânsito nos três viadutos, nos horários de pico.
A idéia de Octaviani é estender a rua Joaquim Rondina até os trilhos, sobre os quais passariam os veículos. Quando o trem estivesse por perto, a passagem seria bloqueada.
Para a rua 13 de Maio, o plano é construir um outro viaduto, ligando o Centro ao bairro.
Mas por razões técnicas e de segurança, a Ferroban (detentora dos direitos de exploração dos trilhos) não tem cedido aos apelos do prefeito.
A empresa argumenta que a passagem da rua Joaquim Rondina, por dentro da estação e sobre os trilhos, criaria mais problemas do que solução.
Segundo a Ferroban, a passagem ficaria a 150 metros de uma curva de pouca visibilidade e isso poderia provocar acidentes com o trem.
Quanto à construção de um novo viaduto, a empresa argumenta que ele ficaria abaixo da altura mínima permitida. Por isso, vetou o projeto.
Quanto aos prédios da estação, Octaviani não mostrou nenhum interesse em continuar com eles. Hoje, os imóveis pertencem ao município, mas o prefeito quer devolvê-los à Ceagesp.
De acordo com Octaviani, a negociação teria sido feita antes dele assumir a prefeitura e teria custado algo em torno de R$ 1 milhão. Desse total, apenas R$ 60 mil teriam sido efetivamente pagos pelo município.
Em vez de receber o dinheiro de volta, Octaviani propôs receber outros dois imóveis menores, que seriam cedidos a instituições de caridades.
A negociação foi feita com a Ceagesp porque, segundo o prefeito, foi ela que ficou com os imóveis da antiga Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). À Ferroban coube apenas a exploração dos trilhos.
Atualmente, os galpões são utilizados por uma empresa de cenografia.
Uma outra estação ferroviária, construída quase na mesma época, foi incorporada pelo município e hoje serve para abrigar uma escola infantil. Até há pouco tempo era a sede do Tiro de Guerra.