Bairros

Condomínio atinge 100% de satisfação

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 5 min

O primeiro e maior condomínio horizontal fechado de Bauru, o Jardins do Sul, satisfaz moradores, encanta visitantes e seduz os que estão à procura do imóvel próprio. Situado na zona sudoeste, vizinho do luxuoso Shangri-lá, o residencial concentra moradores de classe média e parece ter deles aprovação unânime.

Dos 224 lotes colocados à venda, 160 já foram construídos e, com uma ou outra exceção, estão todos habitados. Professores universitários e profissionais liberais casados e com filhos compõem o perfil da maioria dos condôminos, que não se cansam de elencar a lista de benefícios que têm em residir no local.

“Não tenho do que me queixar aqui, muito pelo contrário, acho tudo ótimo”, sentenciou Eliphas Bueno Resende, supervisor de distribuição, que está há dois anos e meio no endereço. Na opinião dele e da esposa, a psicopedagoga Cláudia, o melhor é garantir qualidade de vida para as filhas Marina, de 8 anos, e Giulia, de 2 meses.

“Viemos de São Paulo, mas a preocupação com a Marina não acabou quando chegamos em Bauru. Morávamos na Bela Vista, numa rua de trânsito intenso de ônibus, vizinhos de um bar e de uma igreja. Não dava para deixá-la brincar na rua. Hoje, não. Ela sai com as amiguinhas, anda sozinha por aí e ficamos sossegados. Não há o que pague isso”, enumerou Resende.

O espaço verde - o residencial é cercado por uma mata de preservação permanente - também agrada a família, que cultiva um belo jardim na frente de casa e um espaço no fundo para plantas mais delicadas. “Ter jardim externo é obrigação aqui. A lei do condomínio exige seis metros de grama frontal e proíbe a construção de muros. Isso facilita um contato quase involuntário com os vizinhos, o que é muito bom e novo na nossa vida”, acrescentou Cláudia.

A distância da cidade não é problema para o casal, acostumado com o trânsito da Capital. “Levo apenas 10 minutos para chegar ao trabalho e não pego um único farol até o supermercado. O pão, o jornal, o leite e algum outro produto urgente podem ser comprados aqui dentro mesmo, na lanchonete da área de lazer. Definitivamente, temos tudo.”

Sossego e natureza assustam

Longe do trânsito e do movimento urbano, o Jardins do Sul é um lugar de silêncio absoluto, principalmente à noite. “Esse sossego total atrapalhou nosso sono nos primeiros dias. Estávamos tão acostumados com o barulho de ônibus e gente que a ausência de ruídos nos assustou. Aqui só se ouve corujas, passarinhos e galos”, contou Cláudia Resende.

Quem também estranhou o início da vida nos Jardins do Sul foi a farmacêutica-bioquímica Daniela Nicolieco, fóbica por “bichos pequenos”. “Quase morri quando minha casa começou a ser freqüentada por grilos, aranhas e gafanhotos”, exagerou, destacando que hoje em dia está tão acostumada ao ponto de ter tido coragem para exterminar dois escorpiões que invadiram sua residência. “Minha vizinha já matou cobra e até macaco aparece por aqui”, emendou.

Ao contrário de muitos bairros periféricos que enfrentam problemas com bichos peçonhentos, no Jardins do Sul a causa não está ligada ao acúmulo de lixo ou entulhos. Estamos no meio de uma mata nativa e temos que conviver com essa natureza”, consolou-se.

Enquanto a farmacêutica se descabela com os pequenos inimigos, seu marido, o administrador de empresas Juliano, festeja. “Ele ama essas coisas”, entregou. Foi a paixão pelo verde, por sinal, que levou o casal para o condomínio.

“Quando resolvemos nos casar, insisti no apartamento por causa da segurança. Sou muito medrosa. Já ele queria casa para poder criar cachorro, fazer churrasco para os amigos e ter área verde. O Jardins do Sul foi fundamental para acabar com a discórdia. Me sinto tranqüila (o local tem ronda motorizada 24 horas) e ele, satisfeito com a liberdade que a casa térrea proporciona”, finalizou.

Lazer privativo

O condomínio Jardins do Sul foi concebido para servir ao lazer dos moradores. “Queria um lugar que possibilitasse a vida em comunidade e proporcionasse uma tranqüilidade das típicas cidadezinhas do Interior”, descreveu Eduardo Ferraz de Campos Salles, diretor do Grupo Baurucar e idealizador do projeto.

O objetivo, segundo os próprios condôminos, foi alcançado. Dentro do residencial, em cujas ruas se vê crianças brincando e vizinhos tricotando nos jardins externos, uma ampla área foi dedicada à diversão.

O complexo inclui salões de jogos e festas dotados de berçário e sanitários, saunas masculina e feminina, lanchonete (explorada por uma moradora), playground, piscinas para crianças e adultos, duas piscinas exclusivas de biribol, duas quadras de vôlei de areia, duas quadras poliesportivas e um campo de futebol.

Nos fins-de-semana, o local fica lotado. A grande vantagem é que todos têm um clube privado em casa. “Lá, a mulher não pode reclamar do marido que vai tomar a cervejinha”, brincou Salles, que não cansa de comemorar o sucesso do empreendimento.

O interessante é que tudo isso custa pouco se comparado à média das taxas dos condomínios tradicionais. Os valores variam de R$ 109,00 a R$ 140,00, dependendo do tamanho do lote.

Comunidade organizada

O que surpreende no condomínio Jardins do Sul é grau de organização e sentimento comunitário dos moradores. O resultado é visível: tudo muito limpo e cuidado, além de projetos inovadores.

“Aqui temos o síndico, o subsíndico e os conselheiros, que se dividem nas áreas fiscal, social, administrativa e de promoções. Temos também os voluntários, que atuam naquilo que gostam de fazer. O modelo deu certo, pois todos cumprem suas funções com gosto e prazer”, comemorou César Cavalcanti, desde março na cadeira de síndico.

Os apaixonados pelo verde, por exemplo, dedicam seu tempo livre aos jardins comuns e já se movimentam para a criação de um grande pomar comunitário. Os médicos que moram no local contribuem fazendo os exames obrigatórios para o uso das piscinas. Um grupo de jovens colabora na educação dos menores. “Quando temos algum problema envolvendo crianças, eles entram em ação”, contou.

Na opinião de Cavalcanti, que também tira o chapéu para o lugar, apenas duas questões precisam ser resolvidas para garantir a satisfação plena dos condôminos.

Uma é a construção de um abrigo para o lixo reciclável. O espaço disponível já não suporta a quantidade de material acumulado, o que enfeia parte da paisagem. A segunda providência é com relação ao transporte coletivo, que não atende o condomínio.

O ponto de ônibus mais próximo fica muito distante, um problema para quem depende de empregadas domésticas. “Vamos fazer um abaixo-assinado para tentar dotar nosso residencial de circular”, prometeu Cavalcanti.

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