Saúde

Caribe é 2.ª região mais afetada do mundo

Por Da Redação | Com Agência France Presse
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De acordo com o informe Onuaids 2002, os países do Caribe formam a segunda região mais afetada pela aids no mundo.

“Doze países desta região (incluídos a República Dominicana, Haiti e alguns países da América Central) têm uma média estimada de HIV igual ou superior a 1% (da população). Nestas zonas, a epidemia está firmemente arraigada na população geral e se transmite principalmente através da relação heterossexual”, indica o informe.

Segundo o documento, a aids é atualmente a principal causa de mortalidade em alguns países da bacia do Caribe, cujos índices médios em adultos só se comparam aos existentes na África subsaariana. No Haiti, por exemplo, o índice médio nos adultos é superior a 6%. Nas Bahamas são 4%.

No caso da América Central, a gravidade da epidemia é atribuída à população socialmente marginalizada. No México, a média do HIV entre os adultos é inferior a 1%, mas as taxas de infecção são muito mais altas em certos grupos sociais (até 6% entre usuários de drogas intravenosas e 15% entre homens que mantêm relações homossexuais).

Preocupados com a evolução do problema, governos de vários países caribenhos tentam acordos para reduzir custos dos medicamentos .

Honduras

Para a Organização das Nações Unidas (ONU), Honduras é, atualmente, o epicentro da epidemia de aids na América Latina, ao registrar maior número de casos (65 mil) em relação à população (6,5 milhões). Segundo o informe Onuaids, o país concentra mais de 60% de todos os casos da doença contabilizados na América Central, embora represente 20% da população do istmo.

De acordo com o Ministério da Saúde local, o país centro-americano registrou 16.346 casos da enfermidade desde o surgimento do primeiro enfermo, em 1985. Pesquisas indicam que 80% dos casos afetam a população economicamente ativa; 79% dos portadores são heterossexuais; 15% são homossexuais ou bissexuais e 6% são contágios mãe-filho.

A maior incidência da enfermidade ocorre no departamento de Cortés, especialmente em San Pedro Sula, segunda cidade do país. Lá, depois da violência, a aids é a primeira causa de internação e mortalidade nos hospitais públicos.

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