Tribuna do Leitor

Meninos e meninas de rua (Crami pede SOS)


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Esta forma de designar as crianças e adolescentes que se encontram nas ruas difunde-se a partir de meados de 1990. As inúmeras pesquisas que vão sendo realizadas reconhecem a dimensão e a gravidade do fenômeno, que adquire considerável visibilidade nas grandes cidades de todo o país. Desde logo, distinguem-se dois grupos de meninos e meninas de rua. Um grupo, mais visível e numeroso, que cresceu rapidamente, composto por crianças e adolescentes envolvidos em atividades que rendem algum dinheiro para si e suas famílias sua existência é consequência do período de prolongada recessão econômica e empobrecimento da população durante a decada passada. Um, outro grupo embora menor, mas que não pode ser ignorado é formado por crianças e adolescentes que perderam o vínculo com a família ou que mantém de forma ocasional. Estabeleceu-se, assim, a distinção dos que moram nas ruas e dos que passam os dias na rua. Nem todos esses meninos e meninas são abandonados por suas famílias. Embora na sua maioria desacompanhados nas ruas, trata-se de crianças pobres, cujos vínculos familiares costumam estar enfraquecidos. Tais crianças estão precocemente embuidas da responsabilidade de participar na composição do orçamento familiar. Das pesquisas que surgiram nos últimos dez anos, algumas informações ajudam a entender as condições de vida dos meninos e meninas de rua. Só os nossos governos ignoram esses fatos. Todos os leitores do “JC”, tomaram conhecimento, através da “Manchete” - “Governos ignoram menor de rua” - “Problema cresce dramaticamente e tudo o que as autoridades fazem é dizer que não há verba...” Agora vem o outro lado da moeda, bem abordado pelo nosso confrade, Flavio Antonio de Angelis, sob título “Socorro pede o Crami” - (Centro Regional de Registro e Atenção aos Maus Tratos à Infância). Como diz Flávio: “Infelizmente essa entidade cujo objetivo primeiro é o fenômeno da violência doméstica, maus tratos à infância, poderá deixar de existir em Bauru, caso não haja uma reação da comunidade ao apelo que essa entidade está fazendo para conseguir os recursos mínimos para sua sobrevivência e continuidade desse abençoado trabalho, etc, etc..” Vamos colaborar a a causa é nobre, como é nobre o gesto do nosso companheiro de Angelis - “Dar aos necessitados, aos carentes o que lhes é necessário é devolver o que lhe é devido e não é nosso”. (S. Gregório Magno). Pensem bem! Contato para doações ao Crami - Ligar para (14) 3218-7000 ou (14) 238-3000. Bauru - SP. Deus os recompensará. Tenham certeza disso! (João Álvares - Da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado, Da Associação Paulista de Imprensa - Reg. 2069)

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