A Vila Vicentina Abrigo para Idosos está investindo em imóveis para locação como fonte de renda, para suprir os constantes cortes de verbas governamentais. A entidade vai receber 24 apartamentos no Residencial Monte Castelo, no Jardim Marambá, na troca do terreno para a construção dos prédios.
Abrigando quase 100 idosos, o dinheiro do aluguel dos imóveis será uma bem-vinda fonte de renda, explica Dirceu Garcia, membro da diretoria da entidade. “A Vila Vicentina tinha um terreno grande, de quase um alqueire, que estava ocioso. Trocamos cerca de metade desse terreno por 24 apartamentosâ€, conta.
Já estão prontas duas torres do residencial, onde ficam sete apartamentos dos 24 que cabem à entidade. “O dinheiro do aluguel ajudará na manutenção do abrigoâ€, frisa Garcia. Agora, a diretoria do asilo estuda a possibilidade de trocar alguns dos apartamentos por imóveis térreos, para locação comercial.
Apesar de apartamentos ser um bom investimento, a preocupação é não conseguir alugá-los e o asilo ter que arcar com o condomínio. “Temos três faixas de terreno do lado oposto dos prédios onde poderemos construir imóveis térreos mediante a troca de alguns dos 24 apartamentos com a própria empreiteiraâ€, afirma.
O aluguel de um apartamento no residencial gira em torno de R$ 400,00. A despesa mensal da Vila Vicentina é de cerca de R$ 45 mil, de acordo com Garcia. No asilo, os idosos, que são abrigados em quartos coletivos, têm alimentação, remédios e roupas mesmo que não possam contribuir com a entidade. Os aposentados colaboram com a destinação de parte da aponsentadoria, mas muitos não têm renda, lembra o diretor.
Garcia explica que os imóveis serão uma fonte de renda da Vila Vicentina, uma forma de depender menos do poder público. “As contribuições dos governo federal, estadual e municipal não representam 20% dos gastos da entidade. Então nós temos que ter algum meio para garantir a manutençãoâ€, ressalta.
Como o corte de verbas vem ocorrendo já há alguns anos, atualmente o asilo depende muito da renda do churrasco e da revoada vicentina para manter os idosos internados. “No momento, o meio de sobrevivência da entidade são o churrasco e a revoada, dois tradicionais eventos, e as doações da comunidade. Mas ficamos sempre na dependência desses eventosâ€, frisa Garcia.
Churrasco
A Vila Vicentina ainda não contabilizou o lucro do churrasco realizado no domingo, mas espera uma boa arrecadação de mais de R$ 60 mil, segundo Marlene de Faria Dalla Chiara, presidente da entidade. “Foi um dos melhores churrascos dos últimos anos. Não choveu, não estava frio e a população compareceuâ€, diz.
Ela explica que apesar de a organização da festa beneficente ser trabalhosa - são preparados em torno de três mil quilos de carne e comercializada uma série de alimentos em mais de 60 barracas - a promoção continuará. “Precisamos muito dessa fonte de renda. Mesmo com a renda dos aluguéis dos apartamentos, vamos continuar com o churrasco e com a revoadaâ€, afirma.
A estimativa da diretoria é que entre 22 mil e 25 mil pessoas participaram do churrasco da Vila Vicentina domingo. â€œÉ uma festa que além de angariar fundos, é esperada com ansiedade pelos abrigados porque eles receben visitas neste dia. Mesmo os acamados são visitadosâ€, frisa.