Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• À venda

Mais uma vez, as 348 lojas de eletroeletrônicos da rede Ponto Frio - vice-líder do ramo em faturamento - foram colodadas à venda. O negócio, que vale R$ 1 bilhão, será intermediado pelo banco de investimentos Goldman Sachs. Abílio Diniz, controlador do Pão de Açúcar, ofereceu R$ 800 milhões. Michael Klein, filho de Samuel, dono da líder Casas Bahia, afirmou que nem foi ver o negócio porque há sobreposição de lojas.

• Candidatos

Mas o próprio Samuel, segundo fontes do mercado, surge como um dos candidatos. Pode ter de fechar lojas, mas evitaria a entrada de um novo concorrente ou o crescimento de algum outro, como Abílio Diniz, dono da rede de 61 lojas Eletro, do mesmo ramo. O novo concorrente seria a norte-americana Best Buy Circuit City, que no passado já analisou a possibilidade de comprar a Ponto Frio.

• Interesses

Contudo, ainda existe a possibilidade do Unibanco ampliar sua participação - que já é de 50% - no Banco Investcred, braço da Globex, holding da Ponto Frio, para o crediário concedido nas lojas. O Unibanco poderia, além disso, aliar-se a uma rede de varejo e fazer uma oferta por todo o negócio. Simon Alouan, principal executivo da Ponto Frio e dono de 12,8% das ações, também estaria entre os pretendentes.

• Compromissos caros

Os cinco grandes grupos de propaganda - entre os quais o Omnicom, Interpublic e WPP - têm compromissos a pagar estimados em US$ 1,7 bilhão, referentes a aquisições realizadas nos últimos anos. A noticia está na ediçao de ontem do The Wall Street Journal. Diz o jornal que as dívidas potenciais têm estado, em alguns casos, invisíveis para os investidores porque nem todas as companhias compradoras tratam seus futuros pagamentos como débitos.

• Queda

Companhias aéreas de todo o mundo anunciaram perdas de quase US$ 10 bilhões no ano passado. Ataques terroristas nos EUA e o próprio movimento da economia global fizeram com que 2001 fosse o pior ano da história das empresas. Passageiros perderam a confiança na segurança de voar. Em 2000, o prejuízo foi de US$ 9,7 bilhões. Os balanços não incluem ajudas dadas pelos Governos depois do 11 de setembro.

• Interatividade

A publicidade na TV Interativa nos EUA deverá representar 6,3% dos investimentos publicitários em TV até 2005. A projeção é de que alcance US$ 2,1 bilhões em até três anos, com taxa de crescimento anual de 114%. As informações sao da pesquisa “Interactive TV Advertising - 2001 2005 US Outlook & Trends”, da Trace Strategies. A propaganda através da TV interativa estará chegarando a 122 milhões de residências americanas em três anos, também segundo a pesquisa.

• Mudanças

O Brasil está passando por total reformulação nas áreas de exploração, produção, refino e comercialização de derivados de petróleo. Enquanto empresas nacionais e estrangeiras ganham espaço na área, a estatal Petrobras prepara-se para enfrentar a competição e ensaia uma presença mais firme no mercado externo. O resultado das mudanças é o crescimento e a criação de novos negócios. As mudanças no gás natural são mais lentas e o crescimento do mercado é menor que o esperado.

• Ofensa

A disputa das montadoras pela eficiência dos motores de seus carros pode acabar no Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar). A Empresa Brasileira de Compressores (Embraco), aponta como ofensiva a campanha da Volkswagen, no ar desde terça-feira. Para valorizar o modelo Gol Turbo, a Volks compara a tecnologia do motor do concorrente, dotado de compressor, a uma geladeira, que também usa esse equipamento.

• Briga

A Ford, que utiliza a compressão no motor do recém-lançado modelo Fiesta, entrou na briga insinuando que antiga é a Volks. Em anúncio de três páginas, a Ford cita automóveis como Mercedes, Jaguar e Aston Martin, equipados com motores com compressor. A Ford observa também que a Volks não adotou a tecnologia turbo no seu mais recente lançamento. Sem fazer nenhuma menção, sugere que o concorrente seja o Polo.

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