O pleito eleitoral se aproxima. A nossa expectativa era no sentido de que surgissem candidatos que demonstrassem uma visão administrativa voltada para os reais fatores que afetam a estrutura da comunidade como um todo. As propostas dos candidatos à Presidência da República, dentro do nosso ponto de vista, são evasivas e ineficazes, longe de atingir as reais origens que desencadeiam a escalada da violência. Quando ouvimos candidatos dizerem que pretendem combater a violência criminal tão somente com o emprego da força policial, constatamos o quanto estão equivocados e despreparados, não conseguem ou não querem envergar as causas que contribuem para o agravamento cada vez mais crescente da criminalidade. Teríamos que atacar suas causas minimizando os seus efeitos. Para tanto sugerimos o seguinte: a) amparo ao menos de rua (com atitudes efetivamente preventivas, não permitindo que um só menor permaneça perambulando pelas ruas, pois tal situação o torna presa fácil das ações dos marginais, que aproximando-se desses meninos dão-lhes um falso amparo passando a doutriná-los e os transformam em delinqüentes potenciais); b) fomentar a geração de empregos desenvolvendo projetos que tragam desenvolvimentos possibilitando retorno de recursos (como por exemplo, revitalização das vias férreas, tornando-as um meio de transporte de cargas alternativo, menos oneroso); c) leis mais rígidas e menos complacentes para com os marginais; d) Judiciário célere e confiável; e) combater a impunidade; f) atacar o tráfico de entorpecentes (aqui teríamos que contar com o apoio incondicional da sociedade, pois só existem traficantes porque existem consumidores); g) rechaçar a corrupção tanto política quanto policial; h) policiamento tecnicamente bem preparado e prestigiado, melhor remunerado. Voltando a abordar o tema da letra “aâ€, o governo e a sociedade deveriam se preocupar com esse fato, uma assistência voltada ao amparo do menor de rua, evitar-se-ia que os mesmos viessem a se tornar marginais, mas sim cidadãos de bem, incluindo-os na cadeia produtiva, e não na cadeia prisional onde o governo tem que dar-lhes toda a assistência, com a constante preocupação em construir presídios, contratação de pessoal para segurança, além de ter que alimentá-los, onerando o Estado. Com essas medidas de proteção ao menor, todos lucrariam, o governo pouparia recursos e a sociedade experimentaria melhor segurança e o menor de rua teria uma expectativa de vida. Não estamos aqui querendo atribuir ao menino de rua a causa de toda a marginalidade e nem tão pouco dizer que todo menino de rua torna-se marginal, mas é público e notório o fato de que se permitirmos que o menor continue exposto a todo tipo de sorte, estaremos contribuindo para com uma violência cada vez maior. Finalizando, entendemos que o problema da violência é estrutural. Seus fundamentos encontram-se na base e não no topo da pirâmide. Uma construção sem alicerces estará fadada ao desabamento. Os políticos precisam apresentar propostas mais consistentes e convincentes. (José de Almeida Neto - RG. 3.293.252)
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