Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Publicidade em alta

O investimento no mercado publicitário deve atingir R$ 10 bilhões até o final do ano, o que representa crescimento de 4,7% em relação ao ano passado (R$ 9,5 bilhões). A projeção é apontada pelo estudo Mídia e Mercado - Investimento Publicitário, realizado pela empresa Ibope Inteligência. A pesquisa analisa 14 setores que representam 50% de participação na mídia. Desse total, oito apresentaram projeção de crescimento na participação do bolo. Os outros segmentos, entre eles, derivados de trigo, carnes e lacticínios, não terão o mesmo desempenho.

• Performance

O maior investimento em publicidade deve ser feito pelo setor de eletroeletrônicos. Para 2002, espera-se uma retomada dos investimentos com incremento de 10,4% em relação ao ano passado. Em 2001, a verba publicitária caiu 15% na comparação com o ano 2000. Isso porque o setor sofreu uma queda de 6,8% nas vendas em função do racionamento de energia elétrica. Com isso, a indústria de mídia foi deixada de lado.

• Crescimento

Outro setor que deve crescer neste ano, segundo a pesquisa, é o automotivo, dividido nos segmentos de revenda e montadora. O investimento publicitário das revendas deverá crescer 9% até o final do ano. Em contrapartida, a verba publicitária das montadoras deve cair 3% até dezembro. Essa diferença na aplicação teria sido influenciada, conforme o relatório, pela necessidade de aumentar as vendas de automóveis no curto prazo.

• Novo capítulo

Em mais um capítulo da novela envolvendo disputa judicial entre a Embratel e a Telefonica, o ministro das Comunicações, Juarez Quadros, afirmou que o governo aguarda a decisão do Tribunal Regional Federal de São Paulo sobre o pedido da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de suspensão da liminar obtida pela Embratel, que impede a Telefonica de prestar serviços de longa distância para todo o País a partir de São Paulo.

• Risco

No dia 29 de abril a Telefonica recebeu autorização para expandir seus serviços de telefonia fixa, já que antecipou as metas de universalização de serviços. Mas a liminar requisitada pela Embratel impediu a expansão. Quadros lembra que a liminar não pode ser considerada contrária à Anatel isoladamente, mas contra o governo, já que poderia representar um risco para o modelo regulatório e para a competição no setor.

• Competição

Ainda sobre a Embratel, o ministro disse não acreditar na possibilidade de que a concessionária não sobreviva a seis meses de competição com grandes operadoras de telefonia local a partir do momento em que elas passarem a oferecer serviços de longa distância nacional. Para ele, a Embratel seria dominante, “com um backbone fabuloso”, e suportaria largamente os serviços. Com isso, teria forte presença no País, que não se esgotaria em curto ou médio prazo, segundo o ministro.

• Prejuízo

A segunda maior fabricante de celulares do mundo, Motorola Inc., informou ontem prejuízo de US$ 2,32 bilhões no segundo trimestre deste ano, o maior já registrado na história da companhia. Segundo a empresa, o resultado seria conseqüência dos custos relacionados ao corte de funcionários e encargos. Em igual período de 2001, a Motorola registrou prejuízo de US$ 759 milhões. Os números mostram que o prejuízo por ação no trimestre cresceu para US$ 1,02 comparado ao prejuízo de US$ 0,35 apurado no mesmo período do ano passado.

• Receita

Se não contabilizasse os custos com reestruturação, a Motorola registraria lucro de US$ 48 milhões, ou US$ 0,02 por ação, superando as estimativas da companhia e dos especialistas do mercado que previam prejuízo de US$ 0,04 por ação. Por outro lado, a receita da companhia caiu 10%, passando para US$ 6,74 bilhões, a menor registrada em seis trimestres. Há três semanas, a companhia informou que as despesas com reestruturação devem atingir US$ 3,5 bilhões.

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