Bairros

Ambulantes desclassificados fazem reunião hoje para discutir seleção

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Está marcada uma reunião para às 18h de hoje, na sede do Sindicato dos Ferroviários, para discutir a autorização para a exploração de comércio nas vias públicas de Bauru mediante a seleção feita pela Secretaria Municipal do Planejamento (Seplan). A reunião foi marcada por Fabrício Genaro, um dos camelôs desclassificados.

Ele convoca todos trabalhadores da economia informal em Bauru, principalmente os que foram desclassificados e que, portanto, não receberão autorização para trabalhar nas ruas. “Queremos discutir melhor essa situação. Muita gente não apresentou o atestado de antecedentes criminais porque tinha problemas com outros documentos, com o RG”, diz.

Frisando que o assunto ainda será discutido, Genaro afirma não saber qual medida os camelôs desclassificados pretendem tomar, mas não descarta pedir à Seplan que reabra o processo de seleção. “Como muitos dos classificados entregaram apenas o protocolo do atestado de antecedentes criminais e portanto a Seplan terá que esperar mais um tempo para checar os documentos, acho que não teria problema dar uma outro prazo aos que ficaram de fora”, afirma.

Para Genaro, alguns ambulantes não entregaram o atestado por falta de dinheiro para a retirada do RG, necessário para a solicitação de outros documentos. Caso não haja acordo com a Seplan, o vendedor ambulante não descarta a possibilidade de levar o assunto para a Justiça.

Na opinião de Genaro, a seleção feita pela Seplan, com base na lei municipal 4.634, que regulamenta a atividade de vendedor ambulante na cidade, está excluindo muitos camelôs do direito de trabalhar. “Está criando outro problema à medida que reprime o direito ao trabalho”, afirma.

Apesar de ter obtido uma alta pontuação na primeira etapa da seleção, ele foi desclassificado porque não entregou o atestado de antecedentes criminais. “Não entreguei o atestado como forma de protesto. Preferi ser solidário aos colegas que não tinham como entregar o atestado porque acho que a lei também está equivocada”, completa.

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