Polícia

DIG apreende duas máquinas eletrônicas de jogo-do-bicho

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Denúncias de moradores da Vila Santa Clara levaram a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) a apreender duas máquinas de jogo-do-bicho, versão eletrônica. Diferente do tradicional jogo-do-bicho, nesta modalidade o apostador joga apenas com a máquina mediante pagamento de uma taxa pré-estipulada.

O proprietário do bar onde as máquinas estavam instaladas, na quadra 14 da rua Rubens Arruda, responderá pelo artigo 50 da Lei de Contravenções Penais se ficar configurado jogo de azar. Esta foi a primeira apreensão deste tipo de máquinas em Bauru, afirma o delegado titular da DIG, José Jorge Cardia.

De acordo com ele, o jogo de azar foi dissimulado com o uso de figuras de frutas no lugar da imagem de bichos. As máquina recebiam apostas de formas diferentes. Em uma delas, o apostador introduzia uma moeda no valor de R$ 0,25 e podia apertar um botão para fazer a aposta.

Na outra, as apostas eram feitas com a introdução de uma ficha, adquirida no bar, no valor de R$ 1,00. As apostas de R$ 1,00 davam dez créditos ao apostador, ou seja, ele tinha o direito de apertar dez vezes a tecla de aposta.

O valor dos prêmios não foi revelado pelo dono do bar, que recebia comissão para manter a versão eletrônica do jogo-do-bicho. Apesar de mostrar figuras de frutas no visor, ao teclar o botão de aposta, a máquina emite mensagem sonora informando o nome de um bicho.

Perícia

As duas máquinas foram apreendidas e passarão por perícia técnica para comprovar se realmente configuram jogos de azar. Caso seja confirmado, o proprietário do bar responderá pela contravenção penal. O nome dele não foi revelado porque a polícia aguarda a confirmação ou não da contravenção.

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