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Só duas escolas estaduais têm atividades nas férias

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 4 min

A determinação da Diretoria Regional de Ensino de que 16 escolas de Bauru deveriam promover atividades lúdicas e esportivas durante o recesso de julho ficou só no papel das páginas da edição do domingo, 7 de julho, do JC nos Bairros. Uma equipe do Jornal da Cidade percorreu na tarde de anteontem 11 unidades em várias regiões e conseguiu contato telefônico com mais três. A maioria está literalmente em férias.

No lugar de portas abertas, muitos cadeados travam os altos portões. Em algumas escolas, os caseiros acabam abrindo as quadras para as crianças poderem brincar. É o caso da Escola Estadual Francisco Alves Brisola, no Geisel, onde um grupo de crianças entre 7 e 12 anos, em sua maioria meninas, brincava de pega-pega. Uma delas, aluna da 4.ª série, conta que foi até a secretaria perguntar se teria alguma atividade. “Ela disse que eles ainda estavam pensando se teria”, diz.

Na escola Ayrton Busch, no Parque Jaraguá, um cartaz manuscrito assinado pelo grêmio avisava aos alunos que no dia 19 teria início um campeonato de futsal, a partir das 7h e seria aberto para meninos e meninas.

Férias frustradas

No Núcleo Otávio Rasi, alguns alunos soltavam pipas e outros conversavam na calçada da escola Walter Barreto Melchert. Uma turma tentava escalar o muro para brincar na quadra.

“Eles disseram que teria atividade, que a escola estaria aberta, mas nada disso aconteceu”, diz um aluno adolescente.

Em férias

Por telefone, funcionários das escolas Azarias Leite, no Jardim Carolina, Luiz Zuiani, no Parque São Jorge, e Francisco Brisola, no Geisel, informaram que as unidades estariam em recesso.

Na escola Ada Cariani Avalone, no Mary Dota, uma escriturária disse que não estava sendo realizado nada, pois um pai de aluno ficou encarregado de organizar campeonatos. Porém, até então, segundo ela, alguns alunos teriam ido até a escola na segunda-feira, ficaram esperando e foram embora.

A única escola que confirmou atividades noturnas foi a Irmã Arminda Sbríssia, da Vila Nova Esperança. A diretorra Tereza Regina Escarelli Ferreira informou que voluntários do projeto Amigos da Escola, monitoram todas as noites aulas de informática, coral e atividades esportivas.

No Jardim Pagani, o vigia da escola Antonio Guedes de Azevedo informou que o movimento na unidade só voltaria no dia 29 de julho, com o início das aulas.

Pelo visto, o recesso, período em que os professores também deveriam estar nas escolas, pois é considerado de atividade intensa pelas secretarias de ensino, está sendo de férias mesmo.

Desencontro?

Na escola João Maringoni, no Beija-Flor, um grupo de meninos jogava futebol na quadra coberta. Eles afirmaram que a atividade não foi programada pela escola, apenas usam o espaço que é sempre aberto nas férias e aos finais de semana. Outros garotos também observavam a partida na arquibancada recém-grafitada.

Segundo, o dirigente de ensino Jair Sanches Vieira, a pintura foi concluída na segunda-feira, como parte das atividades de férias. Ele também afirmou que na escola Antônio Guedes a diretora havia lhe dito que um torneio teria ocorrido normalmente também na segunda.

Na escola Ada Cariani, a diretora também comunicara que as atividades estavam ocorrendo e com plantão. Sanches também apontou atividades na escola Stela Machado, na Vila Falcão.

Quando foi informado do resultado da ronda que o JC fez nas escolas e do que foi constatado - a grande maioria fechada, inclusive a ‘Stela Machado’ e as informações confusas da escola do Mary Dota - o diretor ficou de levantar a situação real das atividades. Até o fechamento da edição, Vieira não retornou com novas informações.

De portões abertos

Na única escola que efetivamente estava de portões abertos para os alunos, a “Joaquim Rodrigues Madureira”, no Parque Vista Alegre, até a coordenadora pedagógica Sônia Maria Ribeiro fazia parte da platéia.

Ela conta que na escola, todas as manhãs se reúnem as equipes de handebol e basquete, à tarde é a vez do futsal que abriu espaço até para ex-alunos.

Paralelamente de terça a sexta, o sargento Sinval, do programa Jovens Contra o Crime, da Polícia Militar promove atividades e palestras das 14h às 17h, que reúne turmas de 80 e 120 alunos divididos por séries.

Sônia ficou contente com a aceitação dos alunos em ir para a escola mesmo nas férias. Ela revela que da turma da bola, muitos vieram agradecer por não estarem nas ruas sujeitos a acidentes e outros perigos.

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