Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Selic

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir o juro básico em 0,50 ponto percentual - deixando a taxa Selic em 18% ao ano - surpreendeu alguns economistas e analistas que estimavam a manutenção da taxa. Com isso, as projeções para as taxas de juros se ajustaram à nova Selic e recuaram na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2003 estimou taxa de 21,90% para a virada do ano, contra 23,12% do ajuste de anteontem.

• Inflação

Especialistas entendiam que do ponto de vista da inflação e do baixo nível de atividade, o Copom deveria reduzir a Selic. Contudo, achavam que a decisão não seria tomada devido à volatilidade do câmbio. O Banco Central (BC) tomou sua decisão pautado na inflação de 2003, que está abaixo da meta, segundo as últimas projeções.

• Efeito

Mas mesmo com a redução da taxa básica de juros, o efeito sobre o custo dos empréstimos às empresas tende a ser nulo, segundo avaliam especialistas da área. No primeiro semestre, enquanto a Selic caiu de 19% para 18,50% ao ano, as taxas cobradas em algumas modalidades de crédito subiram até 25%. A instabilidade pré-eleitoral e a crise de liquidez detonada a partir de escândalos em grandes companhias internacionais explicam parte do movimento.

• PIB

O Produto Interno Bruto (PIB) deve apresentar um crescimento médio de 2,11% neste ano. Com a expansão, o PIB brasileiro deve atingir cerca de US$ 508 bilhões. Os números fazem parte da pesquisa da Federação Brasileira de Associações dos Bancos (Febraban), realizada com 56 instituições financeiras durante a segunda quinzena de julho. No levantamento anterior, os analistas previam um avanço de 2,25% da atividade econômica total do País. As taxas de crescimento para os setores agropecuário, industrial e de serviços também foram revistas para baixo.

• Fusão

Após quase um ano de negociações, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), de Volta Redonda (RJ), anunciou ontem, em São Paulo, sua fusão com a anglo-holandesa Corus, o sexto maior grupo siderúrgico do mundo. Será efetuada uma troca de ações, com a criação de uma nova empresa - com sede em Londres -, reunindo ativos dos dois grupos. A CSN será minoritária, mas teria expressiva participação acionária e gerencial.

• Empréstimos

A quantidade de empréstimos concedida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aumentou 30% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2001, totalizando R$ 13,7 bilhões. Somente em junho, o banco liberou R$ 2,9 bilhões. Se esse ritmo for mantido, o BNDES atingirá a meta de R$ 28 bilhões até dezembro, conforme prevê o orçamento da instituição.

• Aviões

O apoio às vendas de aviões da Embraer continua sendo a principal operação do banco, representando 26% do total. Durante os seis primeiros meses deste ano, o BNDES destinou R$ 3,5 bilhões às empresas aéreas interessadas na compra de aviões do fabricante brasileiro, o que significa aumento de 112% em relação ao mesmo período do ano passado.

• Bilhões

Para o setor de energia foi liberado, no semestre, R$ 1,99 bilhão. O montante representa crescimento de 551% sobre os seis primeiros meses de 2001. Já a indústria, absorveu R$ 7,1 bilhões em empréstimos de janeiro a junho deste ano. A área de infra-estrutura ficou com 25% do montante total liberado (R$ 3,37 bilhões) e a agropecuária, com 13% (R$ 1,77 bilhão).

Comentários

Comentários