Regional

Polícia mata em Botucatu suposto membro do PCC

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - Uma troca de tiros entre um suposto integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e policiais civis de Botucatu e de Ribeirão Preto terminou com a morte de José João Souza Oliveira, 32 anos.

O confronto aconteceu por volta das 10h30 de anteontem. Ao ser baleado, Oliveira foi socorrido e levado ao hospital, mas morreu no fim da noite, por volta das 23h30.

Estiveram envolvidos no tiroteio de anteontem, policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu e de Ribeirão Preto, onde estava em andamento uma investigação sobre supostas atividades criminosas praticadas por Oliveira.

De acordo com o delegado Celso Olindo, entre outros crimes, Oliveira era acusado de ter lançado uma granada na casa do delegado Paulo Pereira de Paula, em abril último, em Ribeirão Preto. Além disso, ele teria feito ameaças a juízes e promotores da cidade.

Segundo o delegado, Oliveira era ex-presidiário do Complexo do Carandiru e teria se mudado para Botucatu há cerca de 20 dias. “Nós sabíamos que ele estava na cidade, mas não sabíamos em que lugar”, disse Olindo.

A polícia teria descoberto essa troca de cidades por meio de investigação.

A informação levou policiais de Ribeirão Preto até Botucatu, onde foi feito um trabalho de busca, desde as primeiras horas de anteontem.

Oliveira foi localizado por volta das 10h30, no trevo de acesso à rodovia Marechal Rondon, próximo ao distrito de Rubião Júnior. Ele dirigia um Gol branco e foi dada a ordem para que ele parasse o veículo. O acusado parou, mas quando percebeu que haviam policiais de Ribeirão na viatura, ele teria sacado uma submetralhadora e disparado contra a polícia.

Como resposta, Oliveira recebeu dois tiros. Depois de vários disparos, ele foi atingido na cabeça e no pescoço, segundo o delegado. Oliveira estava sozinho no veículo, no momento da abordagem.

Nenhum dos disparos feitos contra a viatura acertou os policiais. O único dano foi registrado na lataria do veículo, que recebeu várias perfurações.

Oliveira foi encaminhado ao Hospital das Clínicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, ainda com vida. Entretanto, à noite, por volta das 23h30, o hospital anunciou a morte de Oliveira.

Segundo informações do delegado, a vítima tinha várias passagens pela polícia. Entre os crimes estariam tráfico de drogas, roubo, furto, estelionato, receptação e tentativa de homicídio.

As informações levantadas pela polícia dão como certa a participação de Oliveira como membro da facção criminosa PCC.

De acordo com Celso Olindo, será instaurado inquérito para apurar o caso. Uma das curiosidades da polícia é saber onde e com quem Oliveira mantinha contato em Botucatu.

Na opinião do delegado, a vítima estaria na cidade com a intenção de montar uma base criminosa. Com o acusado, a polícia encontrou vários documentos falsos, como identidade, carteira de habilitação e talões de cheque. Todos com o nome de Luiz Guilherme Cintra.

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