Para população, a vantagem da Apae de Bauru realizar o teste do pezinho é a rapidez na divulgação dos resultados. Mas a entidade também ganha com a prestação de serviços. O Sistema Único de Saúde (SUS) paga R$ 16,00 por cada teste processado.
José Carlos Augusto Fernandes, coordenador da Apae, explica que, por enquanto, a entidade ainda não obteve lucros com a prestação do serviço porque a estrutura necessária para fazer o exame exigiu alto investimento. “Até o início do ano atendíamos somente Bauru e as cidades da região. Agora é que ampliamos a área de prestação de serviço. Por enquanto estamos pagando os investimentos feitos em equipamentos, prédio e equipe contratadaâ€, explica.
Os equipamentos adquiridos pela Apae estão orçados em mais de US$ 100 mil. Para atender toda a região centro-oeste do Estado foi necessário ampliar o laboratório e contratar uma equipe multidisciplinar formada por dois médicos, um psicólogo, uma assistente social, uma nutricionista e mais funcionários de apoio.
Porém, Fernandes conta que os investimentos foram feitos aos poucos, com muita dificuldade. “A Apae está investindo em equipamentos para fazer o teste do pezinho desde 1997. Apesar de caro e da entidade viver em crise financeira, o investimento precisa ser feito porque se a criança receber o tratamento adequado, não precisará da Apae mais tardeâ€, diz.
Por isso, ressalta Fernandes, a entidade está investindo na prevenção à deficiência mental. “A prevenção é uma linha de atuação da Apae, que é tão importante quanto o atendimento aos que já desenvolveram a deficiência mental. Além de custos, pois é mais barato prevenir do que tratar a deficiência mental, a prevenção permite que a criança portadora das doenças detectadas pelo teste tenha uma vida normalâ€, diz.