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Apeoesp quer discutir pauta de reivindicação


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O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) vai cobrar do secretário estadual de Educação, Gabriel Chalita, em reunião no próximo dia 1, a abertura da pauta de reivindicações da categoria.

Em reunião realizada no último dia 16, os diretores da Apeoesp pediram o início das negociações da pauta apresentada no ano passado, que reúne questões salariais, profissionais e educacionais.

O secretário ficou de analisar as reclamações apresentadas pelo sindicato. A Apeoesp espera que na próxima reunião sejam apresentadas soluções. O sindicato defende a imediata incorporação das gratificações e a concessão de bônus aos professores aposentados e àqueles com afastamento permitido por lei.

A categoria cobra alteração no processo de atribuição de aulas. Apesar das negociações realizadas no ano passado, a atribuição de aulas têm ocorrido de forma descentralizada - as aulas são oferecidas diretamente nas unidades escolares, o que a Apeoesp considera injusto. “Estamos reivindicando a centralização nas diretorias”, explica Suzi da Silva, atual coordenadora da subsede da Apeoesp de Bauru.

A proposta do sindicato é que cada escola envie à Diretoria de Ensino o tempo de serviço dos professores, possibilitando a elaboração de uma lista única de classificação de acordo com a pontuação.

Outro item da pauta de reivindicação da Apeoesp é o número de alunos por sala de aula. O sindicato solicitou ao governo a derrubada do veto que limita o número de alunos por sala de aula em 35. “Quanto menos alunos, melhor será o aproveitamento das aulas”, afirma Suzi.

O sindicato também reivindica a contratação de professores especializados para ministrar aulas de educação física e educação artística no ensino fundamental. “Professores especializados são mais capacitados para oferecer aulas de qualidade”, ressalta Suzi.

Outro ponto de discussão é a greve ocorrida em maio de 1999, nos governos Covas e Alckmin. De acordo com Suzi, mesmo após a reposição das aulas, as faltas não foram retiradas dos protuários. “A caracterização de falta é um desrespeito ao direito de manifestação da categoria”, afirma.

A Apeoesp também quer professores capacitados para ministrar aulas de informática. Segundo Suzi, o governo financiou computadores para uso exclusivo dos professores efetivos, que ainda não chegaram às escolas.

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