A cúpula do diretório regional do PFL esteve reunida ontem para discutir a situação do pré-candidato a uma vaga na Câmara Federal, Rubens Spíndola. Ele teve seu nome vetado pelo diretório estadual, entrou com um recurso no Tribunal Eleitoral e vai continuar lutando pela legenda.
Spíndola acha que ainda pode convencer o Tribunal Eleitoral com algumas considerações. “Vou alegar que o partido está cerceando a democracia, uma vez que não preencheu as vagas para deputados estadual e federalâ€, diz.
Na opinião dele, o diretório estadual do partido está vetando alguns nomes para reserva de mercado. “Quem manda no diretório estadual é o vice, Gilberto Cassab. Ele é deputado federal e conta com os 300 votos que sempre teve em Bauru e região. Se houver outro candidato, ele perderá esses votosâ€, acusa.
Spíndola lembra que em situação semelhante está o presidente da Câmara Municipal de Limeira. “A situação dele é pior. José Henrique Quilombo já estava trabalhando um número e seu nome foi vetadoâ€, lembra.
O pré-candidato frisa que vai continuar lutando pela legenda. “Vou aguardar mais essa semana para o pronunciamento do partido porque se passar mais dez dias, não terei mais chances. Estou aguardando um pronunciamento do secretário estadual do partido, Goraldi Sobrinho, que está interado dos fatosâ€, diz.
Diretório local
O presidente do diretório local do PFL, José Augusto Vieira Ranieri, o Dudu, não acredita que o nome de Spíndola possa ser aprovado pelo diretório estadual. “Mesmo porque não pode mais acrescentar nomes. O que poderia acontecer é uma substituição, o que eu não acredito que vá acontecerâ€, diz.
Ele explicou que o diretório regional apresentou o nome de Spíndola, mas que não foi aprovado. “Quem dá a legenda é o diretório estadual. Nós não temos o que fazerâ€, finaliza.