Tribuna do Leitor

A "Ordem" é tudo para os banqueiros


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Não só aqueles bilhões, tidos e havidos para a Saúde Pública, e os licenciamentos dos veículos auto-motores que, para facilitar o passe e poder a rede bancária fazer a vez dos despachantes, já não é mais preciso nos licenciamentos pelos bancos a apresentação dos certificados de propriedade dos veículos, o que dá liberdade de os compradores de veículos deixarem por tempo indeterminado a obrigação de transferí-los em seus nomes, e até de passar de mão em mão sem transferência, apenas com documento particular de aquisição, com firma reconhecida etc, e lá ficam os nomes dos vendedores nos documentos de porte obrigatório até quando Deus quiser, ou Jesus acudir.

Enquanto isso, a coisa é lá no paraíso fictício (aquele que não tem também o aval da Divina Providência), lá onde não se pode chegar de cabeça erguida para se pedir mais e se tem que ficar de cócoras; onde não se pode impor condições de modo imperativo, porque a liberdade e os direitos ficam congelados temporariamente e se quedam num tremendo zug swang, como numa partida de xadrez, quando chega nesse ponto.

Quando o presidenciável Ciro Gomes contestou que não se estava cogitando de confisco bancários, a exemplo do que fez Collor, e respondeu que o seu colega de aspiração e pretensão estava sendo desonesto, causou-nos a impressão que deu uma escorregadela, ou seja, que deixou vazar algo (...), e que tal acusação ou premonição não poderia ser feita; dessa forma dando a entender que o seu adversário de campanha também dera uma escorregadela!...

Afinal, até onde segurar o insegurável, que é essa situação, aliás mundial, com as dispensas de milhares ou milhões de empregados e operários em favor do “controle que sustenta a globalização” por caminho errado, através também do medo e do terror, que é o radical do termo terrorismo?! No caso do Brasil eu não tenho certeza nem posso afirmar se se deve premunir pela mesma forma que F. D. Roosevelt que, muito antes dos States entrarem no conflito mundial da 2ª Guerra, já, um ano antes do ataque nipônico, rompia a determinante constitucional e se reelegeu pela 3ª vez, com uma 4ª de lambujem. (Abdnor Maluf)

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