Regional

Feira termina e atinge maturidade

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 3 min

Ibitinga - A Feira do Bordado de Ibitinga (Febi) encerra hoje a sua 29.ª edição se consolidando como um evento comercialmente maturo. Um alto grau de aprovação em vendas e negócios e um público superior a mais de 120 mil visitantes marcam o último dia da atração que reúne grande variedade e novidades nas linhas de cama, mesa e banho.

A maturidade alcançada pela Febi neste ano tem reflexos tanto no número de visitantes - um crescimento superior a 20% em relação a 2001 - quanto nos negócios e oportunidades geradas.

“Sou um expositor local mas que nunca havia investido na Feira do Bordado em Ibitinga. A edição deste ano me surpreendeu e pretendo continuar”, explica um dos únicos expositores iniciantes, o empresário José Antonio Dóro.

Para os veteranos, como o empresário Alexandre Loureço - expositor há mais de 10 anos - o que marcou esta edição foi a volta das vendas centradas num público há tempos distante da realidade da Feira. “O consumidor final voltou em grande escala para a Feira do Bordado, isso é venda à vista, melhor negócio impossível”, festeja o empresário.

Termômetro e as diferenças

Um dos termômetros das boas vendas está na Associação Comercial e Industrial de Ibitinga (Acii). Ela é responsável pela central de consultas de cheques e cadastros de todos os expositores e das mais de 1,2 mil lojas da cidade.

“Tivemos um aumento em mais de 50% no número de consultas, isso tudo graças a feira”, explica uma das especialistas em consultas da Acii, presente na 29ª Febi. “As consultas se intensificaram tanto que tivemos alguns dias de congestionamento em nossos terminais on-line” acrescenta.

A grande divulgação do evento neste ano também mereceu destaque. Muitos expositores que apareceram em meios de comunicação da região estão tendo de fazer vendas sob encomenda, tamanha a procura pelo produto mostrado. “Estou trabalhando com uma linha de edredons apenas sob encomenda, está sendo um jeito atípico de vender, mas que deu resultado”, ressaltou a empresária Edna Guilmo.

Mas o preço, para muitos visitantes, tem sido mesmo o carro chefe da procura pelos produtos na Feira do Bordado. A diferença de valor em alguns itens chega a quase 400%. “Um edredom vendido aqui por cerca de R$ 180 é encontrado nos grandes centros por até R$ 690. E a diferença quando não é melhor para os nossos produtos, está centrada apenas nos preços”, lembrou o empresário Alexandre Lourenço.

Espiões?

As boas atrações da feira deste ano têm trazido também hóspedes indesejáveis. Para muitos expositores, os espiões marcaram presença nos corredores do recinto, especialmente à procura pelas novidades em modelos de bordado. “Muitos turistas que vêm com máquinas e filmadoras são na verdade espiões dos grandes centros”, acredita a empresária Edna Guilmo. “Eles chegam a nos perguntar desde preços até formas de fabricação”.

Casa nova

Apesar da maturidade atingida pela Febi neste ano, ela já tem data para renascer. O evento deste ano marca a despedida oficial da feira no recinto do Ginásio de Esportes Waldomiro Ribeiro dos Santos.

Há quase dez anos como a residência oficial da Feira do Bordado, o Ginásio irá futuramente ser substituído por um amplo espaço, num projeto exclusivo da prefeitura municipal para exposições e eventos de grande porte.

“Já estamos preparando o terreno para as construções. Provavelmente a Feira do Bordado de 2003 já estará sendo realizada na sua nova casa”, afirmou o prefeito municipal, Florisvaldo Antonio Fiorentino.

A Febi chega ao fim com números expressivos. Diariamente o setor de limpeza coletou um total de mais de 100 latões de 100 litros de lixo produzidos no recinto. No setor de alimentação a média computada pela organização do evento passou de 100 mil refeições realizadas nos restaurantes e barracas de alimentação do recinto.

Os shows diários realizados após o fechamento dos pavilhões de exposições levaram uma média de 10 mil pessoas diariamente ao recinto.

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