Política

Cafeicultores da região vão discutir adesão a protesto

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Um grupo de cafeicultores do Estado de São Paulo, incluindo cidades da região de Bauru, se reunirá hoje, em Garça, para discutir a possível tomada de um movimento direcionado ao Governo Federal para tentar resolver os problemas envolvendo a safra recorde no Brasil de 45 milhões de sacas de café.

O presidente da Comissão de Café da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Maurício Lima Verde Guimarães, encabeça o grupo. Dessa reunião irão participar todos os sindicatos vinculados à Faesp e as cooperativas paulistas do setor, com o objetivo de avaliar a proposta radical dos cafeicultores de Minas Gerais.

Eles decidiram fazer manifestações em 680 municípios do Estado quarta-feira para chamar a atenção do governo à necessidade de liberar verba de R$ 1,5 bilhão (recursos do Funcafé), para que a difícil situação, gerada pela megassafra, possa ser resolvida.

O grande problema, segundo Lima Verde, é que existe um excesso de dez milhões de sacas de café em circulação no mercado. A produção recorde está fazendo com que, apesar da safra histórica - a primeira desse porte em 270 anos de cafeicultura no País -, o preço da saca do café seja o menor dos últimos cerca de 20 anos - de R$ 80,00 a R$ 100,00. Os produtores estão com dificuldades até para fazer a colheita do café.

Diante disso, foi agendado para amanhã um encontro em Brasília, com o presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves, com a finalidade de que ele seja um intermediário dos cafeicultores junto ao presidente Fernando Henrique Cardoso.

De acordo com Lima Verde, dos R$ 690 milhões prometidos pelo governo ao setor, apenas R$ 290 milhões teriam chegado aos produtores. Mesmo assim, nenhuma das quantias resolveria o problema. Lima Verde diz que o governo precisa dar a devida importância à situação o mais rápido possível.

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