Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Recuperação

A queda dos juros básicos da economia brasileira (taxa Selic) de 18,5% para 18% ao ano, decidida pelo Banco Central (BC) na semana passada, já está ajudando os fundos de investimento a recuperar a rentabilidade perdida em maio e junho. Os ganhos ocorrem porque a queda dos juros básicos empurra as previsões de taxas para baixo no mercado futuro e valoriza, no mercado secundário, os papéis prefixados que os fundos mantêm em carteira.

• Inversão

Trata-se de quadro inverso ao dos últimos meses, quando a desconfiança sobre a capacidade do governo de honrar a dívida pública a partir de 2003 elevou os juros e depreciou os papéis. Aliada a uma mudança no critério de contabilização dos preços imposta pelo BC em 31 de maio, essa depreciação provocou quedas de até 5%, em um só dia, aos fundos.

• Reflexos

Na semana passada, com a expectativa de que a vinda ao Brasil da vice-diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Anne Krueger, possa significar a negociação de um pacote para ajudar o País durante a transição de governos, derrubou o dólar comercial em 1,56%. Os juros futuros também recuaram. O C-Bond, título da dívida brasileira mais negociado, subiu 2,39%.

• Retração

A crise financeira e o fim do racionamento levaram a Eletrobrás a retirar cerca de R$ 1 bilhão das previsões de investimentos para este ano. Os recursos para 2002, fixados em R$ 4,1 bilhões, continuam esbanjando vantagem sobre o que foi realizado no ano passado. Contudo, encolheram 20% em relação ao estabelecido no final do ano passado, antes do aumento das taxas de captação e do desfecho da crise de energia elétrica.

• Investimentos

Por um lado, existe a dificuldade de viabilizar montante de recursos da ordem de R$ 5,09 bilhões. Por outro, algumas obras perderam prioridade para a estatal e outras podem atrasar, como em qualquer empreendimento. A nova previsão de investimentos seria mais realista, segundo a direção da empresa. O presidente da Eletrobrás destacou que a revisão do total de recursos a serem desembolsados ocorre em meados de cada ano para atualizar o cenário e as reais necessidades de invetimentos.

• Projeções

Depois que a estatal resolveu investir pesado na ampliação da capacidade de gerar energia, a partir da crise do ano passado, os recursos dispararam. Se as projeções da empresa vingarem, haverá crescimento de 52% nos desembolsos de 2002 em relação aos do ano passado.

• Negócios

O grupo britânico Pearson, que edita o jornal Financial Times e a revista The Economist, pode vir a fazer negócios no mercado brasileiro. Segundo o diretor executivo do grupo, David Bell, a nova legislação brasileira, que permite a participação de empresas de capital estrangeiro em empresas de comunicação brasileiras, criou uma nova atmosfera nas negociações.

• Perdas

Segundo avaliação feita pelo Yankee Group, quando a Telefonica for autorizada a operar telefonia de longa distância e internacional (DDD e DDI), a Embratel deve perder R$ 1 milhão por dia. A gerente de telefonia fixa do instituto para a América Latina, Adriana Menezes, calcula que nos próximos quatro trimestres a Embratel pode reduzir a receita de longa distância em 30%. Segundo a especialista, atualmente a Embratel tem 85% do mercado de telefonia de longa distância, com exceção das chamadas intra-área.

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