Após mais de um mês de negociações, companhias de energia elétrica e empregados do setor fecharam acordo salarial ontem. Em Bauru, funcionários da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) e da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) aceitaram proposta de reajuste salarial de 7% e 6,6%, respectivamente, e estão trabalhando normalmente.
Segundo o dirigente do Sindicato dos Eletricitários (Sinergia/CUT) Jesus Garcia, esse acordo não corresponde às expectativas dos trabalhadores, mas foi necessário “ponderar†para não prejudicar a sustentabilidade do sistema elétrico, que poderia estar em risco caso ocorresse uma greve geral do setor.
“Depois de cinco, seis rodadas de negociações, chegamos na proposta que não é a ideal, mas a possível, considerando o cenário econômicoâ€, diz o sindicalista.
Além de benefícios e garantias, os eletricitários reivindicavam reajuste salarial de 9,5%, percentual indexado pela inflação calculada pelo Dieese.
Na CTEEP, em assembléia realizada ontem pela manhã, os eletricitários aceitaram a proposta de correção de 7% sobre salários e benefícios mais a gratificação de férias. Ainda segundo Garcia, o programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) se manteve inalterado, mas a empresa garantiu emprego para 98% do quadro de funcionários, com a ressalva de que os 2% restantes poderiam ser remanejados, sob o “controle social†do sindicato.
Na CPFL, em acordo fechado na semana passada, a empresa reajustou salários e benefícios em 6,6%, mais dois abonos de 12%. Para Garcia, a conquista mais importante foi a extensão do atual acordo coletivo - que se encerraria em 2003 - para junho de 2004.
Durante as negociações, funcionários das duas energéticas chegaram a fazer paralisações pontuais - de uma hora a um dia - como forma de pressionar as empresas.