Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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• PERTO DO PARAÍSO

Contra o experiente Olímpia, o São Caetano inicia esta noite, em Assunção, a luta pelo título da 43ª edição Copa Libertadores. Para o Azulão, está em jogo a responsabilidade de representar o país pentacampeão mundial de futebol e disputar a partida mais importante da história do clube. Além de enfrentar a força do Olimpia e a pressão de milhares de torcedores no Defensores del Chaco, os jogadores do São Caetano não escondem a ansiedade nas horas que antecedem a partida. Além da motivação do time, o técnico Jair Picerni poderá contar com a força máxima. Ter todos os titulares disponíveis para uma decisão é algo de positivo. Outro ponto positivo: Jair Picerni está confiante em um bom resultado e garante que sua equipe joga no Paraguai exclusivamente em busca da vitória, para não precisar jogar sob pressão no segundo confronto, dia 31, no Pacaembu. Para ganhar Libertadores é preciso ter muita raça e coragem. É um título especial que ficará marcado na carreira do Azulão. E garra é o que não falta para que o time do ABC volte com um resultado positivo e fique bem perto do paraíso.

• ESVAZIAMENTO

O interesse do público do Norte e do Nordeste pela Copa dos Campeões está sendo menor do que o esperado. A mobilização popular que a CBF esperava ver nas quatro cidades-sede (Belém, Fortaleza, Teresina e Natal) pode ser vista apenas na capital paraense, devido à presença do Paysandu na competição. Na comparação entre as cidades, Belém se destaca com média de 30 mil espectadores por partida. Em seguida, estão Teresina e Fortaleza. A presença de Vasco e Flamengo nestas sedes ajudou a aumentar o interesse dos torcedores, enquanto em Natal a média é de apenas 3.651 pagantes por jogo. O desinteresse por clubes de fora é um dos motivos para a falta de torcedores nos estádios. Há outras justificativas, como o hábito do nordestino de dormir cedo. Se 21h45 é tarde para nós, muito mais para eles.

• VAIAS

O presidente do Barcelona, Joan Gaspart, foi alvo de uma grande vaia por parte de 50 mil sócios que estavam presentes no Estádio Camp Nou, para a festa de apresentação do elenco catalão para a próxima temporada. O anúncio da rescisão do contrato de Rivaldo gerou descontentamento nos torcedores que aproveitaram a ocasião para gritar o nome do jogador brasileiro e demonstrar o seu descontentamento por ver partir a maior estrela do clube nos últimos anos.

• ILUSTRE VISITA

Roberto Carlos, nascido em Garça e criado em Araras, fará hoje, a primeira visita a terra natal depois que ficou famoso. O melhor lateral-esquerdo do mundo chegará de helicóptero ao Estádio Municipal Frederico Platzeck por volta das 10h. Desfilará pelas principais ruas de Garça e encerrará a rápida visita participando de um almoço em sua homenagem.

• O MELHOR

Em pesquisa realizada pelo site oficial do São Paulo, França foi escolhido como o melhor atacante que o Tricolor teve nos últimos 20 anos. O artilheiro, que foi vendido para o Bayer Leverkusen, está na frente na enquete quase empatado com Careca. Ele tem 41% dos votos, apenas 1% a mais que o segundo colocado. Serginho fica em terceiro com 18%.

• MEMÓRIA

Há 50 anos, um brasileiro de origem humilde conquistou a primeira medalha de ouro do atletismo nacional em Olimpíadas, servindo de exemplo para várias gerações. Foi com Adhemar Ferreira da Silva, que saltou do anonimato para a fama internacional ao garantir o ouro no salto triplo durante os Jogos Olímpicos de Helsinque, na Finlândia, em 23 de julho de 1952. O atleta superou o recorde do salto triplo, que na época era de 16 metros, por quatro vezes em Helsinque. Em sua primeira tentativa, o brasileiro saltou 16.05, que já lhe garantiria a medalha de ouro. Mas ele queria mais, conseguindo cravar 16.09, 16.12 e 16.22. Adhemar é até hoje, o único brasileiro a ter conquistado duas medalhas de ouro olímpicas. Nos Jogos de Melbourne, na Austrália, em 1956, ele ganhou novamente ouro, saltando 16.35 e estabelecendo o novo recorde olímpico. Adhemar Ferreira da Silva morreu em 12 de janeiro do ano passado, aos 74 anos.

• VER PARA CRER

O novo presidente do Noroeste, José Sidnei Florenzano, me garantiu no fim de semana, que segunda ou no máximo terça (ontem) anunciaria o nome do patrocinador do clube - seria uma empresa de Campinas - e que os jogadores receberiam os salários atrasados. Nada disso aconteceu, ficando a definição para sexta-feira, mas condicionada a venda de Roger. Ao que parece, o nova diretoria assumiu apenas para cuidar de negociar o jovem atacante. Estou temendo pelo futuro do Norusca, que vem caindo cada vez mais pelas tabelas. Agora sou igual a São Tomé: ver para crer.

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