Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Fundos

As perdas registradas pelos fundos de investimento em maio e junho reduziram drasticamente o volume de recursos de terceiros administrados pelos bancos. De acordo com o ranking global da Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid), o patrimônio - que inclui também clubes de investimento, dinheiro de clientes “private” e carteiras administradas - encolheu 5,4%, de R$ 389,3 bilhões para R$ 369,3 bilhões.

• Resgates

Os resgates atingiram grandes, médios e pequenos gestores. A Caixa Econômica Federal (CEF), que manteve a quarta posição no ranking, teve seu patrimônio de R$ 23,4 bilhões, em maio, reduzido para R$ 20,3 bilhões, o que significa recuo de 13,2%. O Bank of America, que caiu da 19ª para a 20ª posição no ranking, perdeu 19%.

• Embratel

A guerra de tarifas e a entrada de novos concorrentes nos serviços de longa distância internacional (DDI) afetou os ganhos da Embratel. Segundo o balanço do primeiro semestre deste ano, divulgado pela empresa, a receita de longa distância internacional caiu 26,5% no semestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, passando de R$ 456 milhões para R$ 335 milhões.

• Receita

O DDI representou 9,3% da receita total da empresa, contra 12,3% dos primeiros seis meses de 2001. Segundo a operadora, a receita de longa distância internacional continuou a cair devido aos preços de mercado mais baixos, mas o volume da Embratel continuaria forte, refletindo o crescimento no mercado, segundo alega a empresa. No segundo trimestre, quando a Telefonica entrou no mercado, a receita com o DDI foi de R$ 162 milhões, representando queda de R$ 11 milhões em relação ao primeiro trimestre de 2002.

• Minério disputado

Com base no acordo feito na época do descruzamento das participações acionárias entre a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a Vale pretende exercer o direito de prioridade pelo excedente de minério de ferro das jazidas de Casa de Pedra, de propriedade da CSN em Minas Gerais. Com isso, a Vale quer evitar a venda direta de minério para a nova empresa em que a CSN está associada à anglo-holandesa Corus.

• Concordata

A fabricante de chocolates Pan, conhecida pelos famosos “cigarrinhos de chocolate”, pediu, na última segunda-feira, concordata preventiva na 4.ª Vara Cível do Fórum de São Caetano do Sul. Nos próximos 30 dias, a auditoria interna da companhia vai fazer levantamento da situação contábil da empresa, que inclui o valor das dívidas, a relação de credores e os ativos, entre eles a marca da companhia que tem 67 anos.

• Dívidas

De acordo com a Lei de Falências e Concordatas, a empresa terá prazo de dois anos para quitar as dívidas, sendo 40% no fim do primeiro ano e 60% no segundo ano após a data do pedido de concordata. O advogado da companhia disse que a empresa se viu obrigada a pedir concordata porque os bancos que emprestam dinheiro para capital de giro ameaçaram incluir a empresa na lista dos devedores da Centralização de Serviços Bancários (Serasa). Se o nome da empresa fosse incluído nessa lista, ela teria as suas atividades interrompidas.

• Capital de giro

O financiamento de capital de giro da Pan é da ordem de R$ 2 milhões mensais. Os recursos são obtidos com cerca de 20 bancos. Vários fatores desfavoráveis teriam levado a empresa a pedir concordata. Entre eles, os juros altos, o encurtamento dos prazos de financiamento, a queda nas vendas e o aumento do custo da principal matéria-prima, o cacau, cotado em dólar. Com vendas de R$ 24 milhões em 2001 e prejuízo de R$ 2 milhões, a Pan respondeu por 5% das vendas de chocolates no mercado nacional.

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