A audiência pública realizada pela Câmara Municipal de Bauru ontem à tarde confirmou que a Secretaria Municipal de Educação tem números diferentes do que foi apurado pelo Sindicato dos Servidores (Sinserm) entre os professores que precisam fazer o curso de pedagogia. O encontro ampliou o debate, mas foi encerrado sem que fosse resolvida a solicitação de convênio com a Unesp-Bauru.
A audiência foi solicitada pelo vereador José Clemente Rezende (PSB). A presidente da Comissão de Educação da Câmara, vereador Majô Jandreice (PC do B) resolveu marcar outras reuniões para o início de agosto para tentar solucionar o impasse. O Sindicato dos Servidores cobra da prefeitura a celebração de convênio com a Unesp para o oferecimento do curso aos membros do magistério. A prefeitura diz que o custo é elevado para o número de pretendentes neste momento.
A secretária de Educação, Isabel Algodoal, repetiu que cerca de 170 professores estão sem o curso na rede municipal. “Destes, boa parte está com a aposentadoria próxima e a exigência para a formação é a partir de janeiro de 2007. Outros já estão cursandoâ€, citou. A diretora do Sinserm, Idelma Corral, contesta dizendo que em um abaixo-assinado foram recolhidas 260 assinaturas de interessados. “O professor ganha pouco e não há condições de pagar o curso particular. O investimento no curso oferecido pela Unesp não é tão elevadoâ€, critica.
O coordenador do curso de pedagogia da universidade, Danilo Da Cá, informou que o programa tem duração total de 3.200 horas, sendo 800 horas em sala de aula. O curso exige a instalação de uma sala para video-conferência em sua primeira etapa e 20 computadores a partir do segundo estágio. O investimento inicial é de apenas R$ 2.300,00. Outros R$ 44,8 mil deverão ser desembolsados até dezembro deste ano. Em fevereiro de 2003 serão necessários mais R$ 76 mil.